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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 316

Então, foi nesse panfleto de divulgação do concurso que ela viu aqueles garfos dourados.

Lá estavam gravados o nome do avô dela e dois versos de poesia em que o imperador elogiava o velho.

"Meu avô vai fazer oitenta anos em breve. Eu sei que ele só pensa nisso, então decidi participar do concurso para ganhar os garfos dourados e dar de presente de aniversário pra ele."

Depois de explicar a situação, todos finalmente entenderam por que Cecilia tinha que sair para competir justamente nessa época tão especial.

O fato de Cecilia ser do Véus da Morte era um segredo bem guardado. Fora o avô Esteves, que a criou, ninguém sabia que ela trabalhava para o Véus da Morte.

Mas Cecilia era a futura sucessora da Família Esteves, então tudo que ela fazia chamava atenção.

Se ela saísse, sem dúvida seria reconhecida.

E se Cecilia ganhasse o campeonato, aí é que ia chamar mesmo a atenção.

Aí, voltar para cá seria complicado para ela.

Jennie pensou um pouco e disse: "Cecilia, se você não se importar, eu posso participar do concurso no seu lugar."

Afinal, ninguém ia ligar a Srta. Jennie, recém-chegada do interior pela Família Jardim, à chefona do Véus da Morte.

Quando Cecilia ouviu isso, imediatamente pegou a mão dela, emocionada.

"Claro que não me importo! Se a chefona quiser ir, a vitória é garantida!"

Cecilia era bonita, mas só podia ser chamada de graciosa, nada de extraordinário.

Participar do concurso de culinária — que, na verdade, era uma competição entre as socialites de Cidade Vida — contando só com as habilidades na cozinha, era bem arriscado.

Mas se Jennie topasse ir no lugar dela, aí sim as chances eram quase certas.

Jennie disse: "Pode ficar tranquila. Mesmo se eu não conseguir o primeiro lugar, vou pedir pra quem ganhar me vender os garfos dourados."

Cecilia assentiu com força.

Ao tirar esse peso do coração, o sorriso voltou radiante ao rosto dela.

"Pronto, agora vamos cuidar do que importa. Ainda tem um monte de gente sem trabalho, precisamos decidir logo onde cada um vai ser ‘colocado’."

No Véus da Morte, cada um tinha sua função.

Mas depois que vieram para Cidade Vida, muitos estavam sem fazer nada.

Precisavam ser realocados para funções em que mostrassem melhor seus talentos — aproveitar cada um ao máximo.

Os outros concordaram na hora.

Jennie ficou ocupada no Véus da Morte até o céu ficar todo alaranjado com o pôr do sol, só então voltou pra casa.

No caminho, recebeu uma mensagem do Bryan.

Era um vídeo de menos de cinco segundos.

Bryan estava sentado no sofá, apontando para o filhote de golden retriever: "Senta."

O filhotinho balançou o rabo e, de fato, sentou.

Bryan mandou ele dar a pata, e ele realmente levantou a patinha.

"Cachorro esperto." Jennie respondeu.

O que ela pensava mesmo era que era tão inteligente quanto o General Negro do interior, aquele que já tinha morrido.

Com a mão no rosto e os olhos arregalados, ela gritou:

"Primo, com que direito você me bate? Ficou maluco?! Matou meus funcionários, não explica nada, e ainda me bate?"

Bryan já tinha terminado o cigarro, sentou-se de modo ainda mais relaxado.

Como se tivesse matado só um Zico qualquer.

Ele falou com toda calma: "Você quer explicação, eu também. Por que você saiu de Cidade Vitória pra vir pra Cidade Vida atrapalhar meus negócios? Esse tapa foi seu castigo."

Sylvia ficou totalmente perdida.

"Quando é que eu atrapalhei seus negócios? Nesses dias, só fiz compras, saí pra comer, o resto do tempo fiquei no hotel. O Paulo estava comigo, sabe que não fiz nada."

Bryan deu um sorriso frio.

"Você pode até não ter atrapalhado meus negócios, mas seus funcionários atrapalharam. Por isso eles morreram. E você, por não saber comandar, merece o tapa."

Ou seja, se quem tivesse atrapalhado os negócios dele fosse a Sylvia, quem teria morrido teria sido ela, não os funcionários.

Sylvia sentiu um calafrio do nada.

Mas ela não era de levar desaforo pra casa. Esse tapa, se não fosse explicado, ela não ia engolir.

"Primo, explica direito. Quando foi que meus funcionários atrapalharam seus negócios? Se for verdade, eu aceito. Se não, vou contar tudo pro tio."

O tio da Sylvia era ninguém menos que o Presidente Silva.

Ela estava usando o Presidente Silva para pressionar Bryan.

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