E claramente a comida não tinha sido apenas esquentada de novo.
Comida esquentada de novo não ficava daquela cor.
Luna sorriu de leve e disse: "Eu não acredito que certas pessoas estão aqui só pelo próprio gosto. Se não gostasse de comida japonesa, podia muito bem ter ido comer outra coisa."
Jennie pegou uma coxinha de frango e enfiou na boca da Luna.
"Comendo assim, será que agora você cala a boca?"
Luna riu baixinho enquanto mastigava.
Depois que terminaram de comer, as duas começaram a discutir detalhes.
Por exemplo, como terminar com Raul de um jeito que deixasse mãe e filho mais abalados.
Elas precisavam "pirar", só assim Jennie poderia dar o próximo passo.
Jennie falou: "Na hora, pode ser que você corra um certo perigo. Mas fica tranquila, eu vou garantir sua segurança."
Luna assentiu.
Na despedida, Luna hesitou um pouco antes de dizer: "Jennie, já que a gente virou amiga, vou te dar um conselho de graça: toma cuidado com meu irmão."
Jennie ficou surpresa, mas logo sorriu.
"Então, essa nova amiga aqui já pesa mais que seu irmão pra você?"
Luna revirou os olhos.
"Se eu pudesse, adoraria que ele não fosse meu irmão."
"Por quê?"
"Ah, cada família tem seu problema, certo? Vou indo, volta pra casa cedo também."
Jennie tinha ido com seu próprio carro, então Luna não sugeriu que a levasse.
Jennie assentiu, e só foi pro estacionamento depois de ver Luna ir embora.
Só que, chegando lá, viu que tinha uma van parada atrás do seu carro, e dos dois lados tinha outros carros também. O carro dela estava completamente bloqueado.
Jennie teve que ligar pedindo pra tirarem o carro.
Por sorte, o dono tinha deixado um número de contato no painel.
Ela discou o número, mas o toque do celular veio de trás dela.
Jennie levou um susto, virou rápido e deu de cara com o olhar penetrante de Bryan.
O coração assustado de Jennie foi se acalmando aos poucos.
"A comida que você mandou estava deliciosa. Obrigada."
Bryan deu dois passos à frente, e de repente segurou a mão dela.
Jennie ficou surpresa e tentou puxar a mão de volta.
Foi então que Bryan disse: "Fui eu quem preparou a comida, olha só, foi com essas mãos aqui. Cortando os ingredientes acabei me cortando. Dói pra caramba, olha pra mim, vê se não vai infeccionar?"
Jennie ficou espantada.
Além de se surpreender por Bryan ter cozinhado, também se surpreendeu por ele ter se machucado.
Baixou os olhos e ficou ainda mais surpresa.
Era só um cortinho bem superficial.
Já estava quase cicatrizado, se não olhasse com atenção, nem dava pra ver.
Jennie levantou o olhar e encarou novamente os olhos de Bryan.
Bryan respondeu: "No caminho, deixei a chave cair na fonte das carpas, não tem como tirar. Mas posso pegar o carro do Felipe e te levar."
"Você tá ficando cada vez mais cara de pau."
"Na verdade, treinei o cachorro direitinho, queria que você visse. Pra aprovar."
"Nem faz uma semana, o que você conseguiu ensinar?"
"Você vai ver."
Jennie não tinha nada pra fazer mesmo, e considerando aquele almoço que ele preparou, acabou concordando.
Aí viu Bryan tirando a chave do carro — que supostamente tinha caído na fonte — e abrindo a porta do passageiro pra ela.
"Por favor, entre, Srta. Jennie."
Jennie ficou sem palavras.
Nem pra mentir direito.
Mas mesmo assim, entrou no carro.
"E meu carro?" ela perguntou.
Bryan fez uma ligação.
Felipe chegou rapidamente e pegou a chave do carro de Jennie.
"Eu levo o seu carro pra sua casa, senhorita."
Jennie assentiu, e o carro saiu para a rua.
No caminho, Bryan não ficou só brincando, também falou sério.
"Nesses dias, ou melhor, nessas duas últimas semanas, tem uma senhora que fica todo dia na porta da empresa. Fui investigar e descobri que ela tem uma certa relação com você. Adivinha quem é."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....