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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 376

"Tudo bem." Dona Novaes concordou, e logo depois lembrou de outro assunto.

"A Amanda foi presa. Ouvi dizer que você não se dava bem com ela e, afinal, ela é só filha adotiva da Família Jardim. Por isso, queria saber se você quer ‘cuidar’ dela."

Esse ‘cuidar’ tinha dois sentidos.

Qual deles seria, dependia da postura de Jennie.

Jennie respondeu com calma: "Trate normalmente."

Ela não pretendia acabar com a Amanda.

Uma pessoa como Amanda sofreria muito mais vendo a Família Jardim recuperar a glória do que simplesmente morrendo.

"Certo, entendi."

Dona Novaes só foi embora depois de almoçar na casa da Família Jardim.

Na hora de sair, Kleber ficou todo carente.

"Mana anjo, vem me ver mais vezes. Ficar em casa é tão chato."

Jennie sorriu e prometeu.

"Claro."

Mas, no fundo, sabia que não podia visitar a Família Novaes com frequência, para não levantar suspeitas.

Só que ela ia, sim, curar a doença de Kleber. Assim, ele poderia falar claramente, como as outras crianças da idade dele.

Agora, ainda era pequeno, falava meio enrolado e achavam fofo.

Mas, se crescesse assim, iam começar a zombar dele.

Jennie não deixaria isso acontecer.

Ela combinou com Dona Novaes: na semana seguinte, faria a cirurgia do Kleber.

Na última vez que operou com Fagner, o diretor do hospital já tinha dado a ela uma carta de nomeação, então Jennie poderia usar o centro cirúrgico do hospital central.

Depois que Dona Novaes saiu, Jennie ligou para o diretor e agendou a cirurgia para a semana seguinte.

Ele aceitou prontamente.

Assim, ficou tudo certo.

A tarde inteira, Jennie acompanhou Nilo na fisioterapia.

Ele se dedicava e progredia rapidinho.

Já conseguia subir e descer escadas sem ajuda de ninguém.

Subir escadas é bem mais difícil que andar no plano, e ele já estava nesse nível, a recuperação total estava bem próxima.

Jennie comprou alguns equipamentos para Nilo.

Esses aparelhos profissionais ajudariam ainda mais na recuperação dele.

Os equipamentos chegaram por volta das quatro da tarde.

Como Jennie não ficava muito em casa, ela ensinou o Sr. Elvis a ajudar Nilo nos exercícios.

Nessa hora, Jennie recebeu uma mensagem da Amalia.

Lendo aquelas linhas, seu rosto ficou sério.

Meia hora depois, Gilson ligou, dizendo que passaria para buscá-la.

Jennie não recusou.

Quando chegaram ao Restaurante Quatro Estações, o sol já tinha se posto.

Dessa vez, Jennie pegou a plaquinha de "Inverno".

Gilson, digno de ser amigo do Bryan, passou o resto da conversa elogiando o Bryan.

Jennie respondia de vez em quando, sem mostrar o que realmente pensava.

Afinal, nem ela mesma tinha uma resposta definitiva para isso.

Carregava muitas responsabilidades e precisava ser racional sempre.

Mais para o final, o próprio Bryan apareceu.

Jennie não se surpreendeu.

Já imaginava que ele apareceria.

"Sobre o que estão conversando?"

"Sobre você!", disse Gilson. "Estava contando daquela vez em que você terminou uma prova e ficou chorando escondido na sala. Achei que tinha ido mal, mas quando saiu o resultado, você tinha tirado 99, foi a primeira vez que não tirou nota máxima. Um absurdo! Nem parece humano!"

Bryan não lembrava.

"Isso aconteceu mesmo?"

"Claro."

Bryan deu um sorriso de canto e também começou a contar as mancadas de Gilson.

"Uma vez ele fugiu da escola, com medo de ser pego pela família, se escondeu atrás de uma lixeira… e acabou dormindo. Quando acordou, já estava no lixão, levado pelo caminhão do lixo."

Jennie não aguentou e caiu na risada.

O clima estava ótimo até o fim do jantar, quando Bryan a levou de volta para casa.

No caminho, Jennie recebeu uma ligação da Luna.

"Depois de amanhã, na hora do almoço, o Raul vai lá em casa."

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