Aconteceu que o "General", o cachorrinho no colo da Jennie, ficou inquieto e escapou dos braços dela, correndo em direção à porta.
"Pega ele!"
Jennie ordenou.
Raul era quem estava mais perto da porta.
Ele não queria saber do cachorro da Jennie.
Mas a Dona Martins também falou: "Raul, segura o cachorro da Jennie!"
Raul, então, teve que ajudar.
Apesar de correr rápido, o cachorrinho tinha pernas curtas. Raul só precisou esticar o braço e já agarrou o General.
Só que, no segundo seguinte, o cachorrinho cheirou o rosto dele e, de repente, deu uma mordida.
A dor esperada não veio, apenas sentiu um frio repentino no rosto.
Isso não é bom!
Raul se assustou e imediatamente largou o cachorro.
Mas já era tarde.
O cachorro arrancou a máscara de pele humana que ele usava no rosto e ficou com ela na boca.
"Ahhh—"
Todos na sala, menos a Jennie, levaram um baita susto.
Uma das empregadas até gritou: "Monstro!"
O coração de Raul disparou, e ele instintivamente cobriu o rosto.
"Não, eu não sou um monstro…"
"Que monstro o quê! Sai daqui!" Renan falou nesse momento, com uma expressão de surpresa misturada com nojo.
Raul viu tudo.
Ele não teve tempo nem de cobrir o rosto, apressou-se a explicar para Renan: "Tio, sou eu, sou o Raul! Tô com um problema de pele, mas logo vai melhorar..."
"Não! Monstro! Você é um monstro!"
O rosto de Raul ficou ainda mais pálido.
"Eu juro que não sou um monstro…"
Desesperado, ele olhou para Luna: "Luna, fala alguma coisa!"
Luna ficou em silêncio, só encarando o rosto dele.
Raul ficou mais ansioso, falando rápido: "Minha pele vai melhorar, tio, a Luna tá grávida do meu filho. Antes do casamento, meu rosto vai estar bom de novo."
"Grávida do seu filho? Que conversa é essa!" Renan gritou: "Só fala besteira! Bota ele pra fora agora!"
As empregadas ficaram com medo, ninguém se mexeu por um momento.
O rosto de Raul estava realmente assustador.
E ver a pele do rosto sendo arrancada daquele jeito, só em filme de terror mesmo.
"Ela tá grávida do meu filho! Luna, fala alguma coisa!"
Ele depositou toda sua última esperança em Luna.
Mas, nesse momento, Luna finalmente falou: "Que história é essa de grávida? Eu não tô grávida. Nunca teria um filho de um monstro."
Os olhos de Raul se arregalaram.
"Você disse outra coisa anteontem…"
Sua mãe, ainda por cima, foi obrigada pela Jennie a se entregar à polícia.
Não sobrara nada para ele.
Foi então que a risada da Jennie ecoou.
"General, você come qualquer coisa, hein? Isso aí vai te dar uma baita dor de barriga!"
Raul olhou de repente para Jennie.
Algumas coisas que estavam turvas na sua cabeça ficaram claras na hora.
"Jennie, foi você, não foi? Foi você que fez isso com meu rosto!"
Jennie não respondeu, mas o sorriso provocativo já dizia tudo.
Foi ela, e o que ele poderia fazer?
O rosto dela era puro desafio.
A raiva de Raul explodiu de vez.
Ele não tinha mais nada!
Agora, com a polícia chegando para prendê-lo, ele teria antecedentes e nunca mais conseguiria um emprego.
Sua vida estava arruinada.
Se era pra ser assim, do que mais teria medo?
Aqueles que o desprezaram, que o armaram… todos mereciam pagar!
Os olhos de Raul ficaram vermelhos como se cobertos por cera quente, cegando completamente sua razão.
Do canto do olho, ele viu uma faca reluzente em cima da mesinha de centro. Na mesma hora, correu e agarrou a faca.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....