Jennie entendeu que ele não queria falar sobre o assunto, então não insistiu e apenas comentou: "A família Kairós tem um filho preso aqui na prisão Cidade Vida. Eles já começaram o processo para soltá-lo."
Bryan olhou para ela.
"E isso é uma boa notícia?"
"Claro que é", Jennie respondeu, "O preso se chama Lisandro, é um verdadeiro playboy. Se ele sair, só vai causar problemas para a família Kairós."
Ao ouvir esse nome, Lisandro, Bryan se lembrou.
"Aquele cara é mesmo um idiota. Se ele sair, só vai bagunçar ainda mais as coisas."
Depois perguntou: "Você já pensou em como vai usar esse cara?"
"Sim. Mas, por enquanto, é segredo."
"Então vou esperar pelo seu show."
Depois do jantar, Bryan a levou de volta para a casa da Família Jardim.
Quando Jennie desceu do carro, só então percebeu que Bryan usava aquele broche que ela havia lhe dado.
Por algum motivo, isso deixou seu humor ainda melhor.
Assim que chegou em casa, Luna ligou.
Jennie achou que Luna ia perguntar sobre o médico, mas, para sua surpresa, Luna disse logo: "Aquele favor que você me pediu já está feito, Mateus Ramos entrou na Entretenimento Chama."
Jennie arqueou a sobrancelha e respondeu: "Obrigada mesmo."
"Entre nós, pra que agradecer? Você salvou minha vida, lembra?"
"Isso é verdade."
"...Você realmente não faz cerimônia nenhuma."
"A gente precisa disso entre nós?"
Luna ficou sem palavras: "Tá bom, discutir com você não adianta."
Jennie deu uma risadinha e contou sobre o caso do Dr. Viveiros.
Luna ficou com a voz sombria.
"Usar a vida de uma criança pra apostar no futuro do filho? Que tipo de médico é esse?"
"Agora ele já deve ter sido demitido, não é mais médico."
"Ainda bem, senão quem ia querer levar um filho pra ser atendido por ele?"
Nesse momento, alguém bateu na porta do quarto de Jennie.
Ela avisou Luna, desligou o telefone e chamou: "Pode entrar."
A porta se abriu rapidamente e quem entrou foi Nilo Jardim.
Ele já não precisava mais de muletas, mas ainda andava com certa dificuldade.
"Mano, o que você faz aqui? Senta aí."
"Não precisa..." Nilo sabia que ela estava ocupada, foi direto ao ponto: "Vai ter uma competição de hackers... Eu queria participar, mas não sei se é conveniente..."
"Claro que é", Jennie respondeu, "Mas o melhor é que você use outro nome, não o seu verdadeiro."
Nilo assentiu.
"Sem problemas, essas competições normalmente usam apelidos mesmo."
Jennie ficou feliz.
Antes, só de encostar no computador, Nilo já enfrentava uma montanha. Agora, ele mesmo queria participar de um torneio.
Nesses tempos, não foi só o corpo de Nilo que melhorou, mas também sua força de vontade.
Ela já tinha ouvido de Felipe que Bryan tinha pressionado Sylvia por causa dos problemas com Luna.
Por isso, Sylvia não ousava agir por enquanto.
Mas isso não era uma boa notícia para Jennie.
Cobra venenosa só é segura depois de caçada e morta. Só quem está à vista está realmente seguro.
Se a cobra ficar escondida, sempre vai ter o risco dela aparecer e dar o bote.
Mas Jennie não precisava explicar isso para Dona Ema.
"É só esperar. Logo ela vai procurar você."
"Tá bom."
Logo a casa voltou ao silêncio.
Jennie ficou um tempo pensando no quarto.
Sylvia só estava com medo temporariamente, não tinha desistido.
Se tivesse desistido mesmo, já teria saído da Cidade Vida.
E não teria sugerido a ida de Mateus para a Chama.
Mateus era uma carta importante da Rising Star; ele não trocaria de empresa assim tão fácil sem a ordem de Sylvia.
Ela só estava na dúvida se valia a pena arriscar tudo.
Mas Jennie logo teve uma boa ideia.
Ligou para Zico e pediu para ele organizar uma festa de comemoração "qualquer desculpa servia.
Mas era fundamental que Mateus e Noberto fossem convidados, junto com alguns dos jovens da Cidade Vida.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....