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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 396

Ele se lembrava de que só tinha cruzado de longe com a Jennie uma vez, e, para sua surpresa, ela já o reconhecera.

Antes, sem revelar sua identidade, ele estava em vantagem. Agora que Jennie sabia de tudo, ele já não tinha mais a carta na manga.

O homem deu uma leve tossida, escondendo a frustração no olhar, e disse: "Já que a senhora me reconheceu, vou ser direto. Nosso patrão vai participar de uma corrida hoje e gostaria de convidá-la para assistir. Se a senhora puder nos dar essa honra... (cara)"

A palavra "cara" nem tinha saído, Jennie logo respondeu: "Pode ser, vamos nessa. Mas vou com meu próprio carro."

"Mas o seu carro já está quebrado."

"Só quebrou um farol, ainda dá pra andar."

"Mas…"

"Que foi? Vocês, um monte de marmanjos, ainda têm medo que eu, uma mocinha, fuja?"

O homem pensou bem. Se ele conseguiu bloquear a Jennie uma vez, conseguiria de novo. Não precisava temer.

Com isso, ele concordou.

"Então siga o carro da frente, vou ficar no seu encalço."

"Beleza."

Jennie fechou o vidro do carro.

O homem fez um gesto para o pessoal da frente.

Os dois carros que estavam bloqueando logo deram partida.

Jennie foi atrás, devagar.

Ela segurava o volante com uma mão e, com a outra, mandou uma mensagem para Luna.

Depois disso, continuou dirigindo.

No começo, os carros à frente e atrás estavam tensos, mas, vendo que Jennie não tentava fugir, relaxaram.

O homem ligou para Ivan, dizendo que levariam pelo menos uma hora até chegar.

Os carros seguiram em direção ao subúrbio, logo chegaram na divisa entre Cidade Vida e Cidade J.

Era uma estrada cheia de curvas, cercada só para corridas.

"Correr na montanha" no meio dos apaixonados por carros, significava pilotar motos ou carros esportivos em estradas sinuosas.

Era emocionante, mas perigoso.

Bandeiras com propagandas de diversos clubes de carros esportivos estavam cravadas ao longo do caminho.

Os carros subiram até o topo.

Lá em cima, havia uma porção de carros esportivos de todas as marcas e cores, parecia até uma grande exposição, não o pico de uma montanha.

Assim que Jennie saiu do carro, Ivan apareceu com um grupo de playboys.

Ivan estava abraçado a uma garota de corpo escultural.

A garota usava vários piercings na orelha e o olhar para Jennie não era nada amigável.

"Eu achei que você não viria." Ivan largou a garota e falou com Jennie.

Jennie soltou um sorriso irônico.

"Você acha que eu queria vir? Só de olhar pra sua cara, já me sinto azarada."

Ela não poupou nem um pouco o Ivan.

Ivan ficou roxo de raiva, as pulseiras no pulso até estouraram de tanta força que ele fez.

Mas naquele dia, percebeu que estava enganada.

Aos olhos de Ivan, ela era só uma peça no jogo, igual Helena.

Peça que fala demais, leva bronca.

Com ódio no olhar, ela fechou os punhos com força.

Ivan caminhou até Jennie.

Mesmo alto, não conseguiu intimidá-la.

Com a testa franzida, falou: "Chamei você aqui hoje não pra brigar. Quero te propor uma disputa."

"Por que eu teria que competir com você?"

Ela já tinha dito: nem considerava Ivan um adversário digno.

Ivan ficou furioso de novo.

Mas, lembrando de seu plano, segurou a raiva e colocou no rosto o sorriso de bom moço.

"Eu sei que você não me dá bola, afinal, agora está de braços dados com o Bryan, né? —"

A testa de Jennie se franziu.

Tudo que Ivan tinha dito até agora não a atingira, mas quando citou Bryan, ela mudou um pouco de expressão.

Ivan continuou: "Mas aqui é longe, Bryan não vai poder te salvar."

"O que você quer?"

"Já falei, é simples. Uma corrida. Se você ganhar, deixo você ir e nunca mais te incomodo. Se perder, vai ter que passar uma noite comigo. Só essa noite; depois, você faz o que quiser da sua vida."

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