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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 399

Ao ouvir isso, Luna olhou para Ivan com uma expressão confusa.

"Você não está obrigando a Jennie a correr, né?"

Ivan respondeu: "Claro que não. Foi a Srta. Jardim que quis, não foi, Srta. Jardim?"

Jennie ignorou Ivan e apenas alertou Luna: "Você acabou de se recuperar, não fique andando por aí à toa."

"Tá bom... Você e meu irmão são igualmente chatos."

Enquanto falava, ela apertou levemente a mão de Jennie.

Jennie logo entendeu que, do lado de Luna, tudo já estava preparado.

Ela olhou para Ivan: "Sr. Martins, você também deveria trocar de roupa. Quero começar logo para terminar logo, senão, se eu chegar tarde em casa, minha família vai se preocupar."

Ivan olhou para ela e disse: "Já que a Srta. Jardim está tão apressada para correr, vou trocar de roupa agora mesmo."

Ele enfatizou as palavras "apressada para correr", e todos ao redor ouviram.

Logo, Ivan voltou já trocado.

O olhar de Jennie deslizou até uma pessoa não muito distante.

Era alguém que tinha vindo com Luna, um "amigo" dela.

Aquele homem, como se distraído, olhou na direção delas e assentiu discretamente com a cabeça.

À luz da lua, ninguém percebeu, só Jennie viu claramente.

Ivan se aproximou nesse momento.

"Srta. Jardim, quando começamos a corrida?"

Jennie respondeu: "Pode ser agora."

"Beleza, então ficou combinado: quem chegar primeiro no sopé do morro, vence."

Ao dizer isso, ele elevou a voz e acrescentou: "Mas todo mundo tem que ter cuidado, nada é mais importante que a vida, não é mesmo?"

Jennie assentiu: "Com certeza. É só uma corrida, se você ficar para trás, não precisa se preocupar, o mais importante é voltar inteiro."

Antes de entrar no carro, Ivan lançou um olhar profundo para Jennie.

Aquele olhar tinha um pouco de carinho, e também um pouco de apego.

Ele não queria matar Jennie.

Apesar de pensar que, se não podia tê-la, era melhor destruir, o que realmente despertou seu desejo de matar foi uma informação que recebeu de alguém de Cidade Vitória.

Diziam que Jennie não era só uma médica do Véus da Morte, mas sim uma das chefes.

Se ele a matasse, tanto ele quanto a Família Martins teriam muito a ganhar.

Ele não contou isso a ninguém, queria guardar todo o mérito para si.

Quando tudo desse certo, poderia contar para a família depois.

Porque sua família confiava demais em Jennie.

Especialmente o Sr. Bruno.

Ele tratava Jennie como um salva-vidas, achando que ela prolongaria seus dias.

Mas, para Ivan, vida e morte são obra do destino. O velho já tinha vivido o suficiente, e quando chegasse a hora, era melhor aceitar e partir em paz.

Se o velho soubesse disso, certamente tentaria impedi-lo.

Por isso, Ivan não contou seu plano a ninguém, só falou com Alice.

Mas Ivan não quis ouvir, quase machucando a mão dela.

Se ele realmente se importasse com ela, não faria aquilo.

Naquele momento, Luna teve certeza: para Ivan, ela não era diferente de Alice ou Helena.

Ele só não implicava com ela porque ela não atrapalhava seus planos.

No dia em que atrapalhasse, Ivan não hesitaria em agir contra ela.

O coração de Luna ficou gelado, mas sua expressão era decidida.

Se antes ela ainda hesitava um pouco, agora não tinha mais dúvidas.

Ela foi até Jennie, pediu que tomasse cuidado, e sem dizer mais nada, foi para a área de descanso.

Na sala de descanso havia um computador enorme, ligado a câmeras aéreas, permitindo ver todo o trajeto dos dois carros.

Ivan saiu primeiro com seu carro.

A estrada do morro era estreita, dois carros juntos poderiam causar acidentes, então a corrida era por tempo.

Quem chegasse em menos tempo ao final, vencia.

Jennie só partiu cinco minutos depois de Ivan.

Luna assistia calmamente à tela.

O carro de Ivan não era tão rápido, mas estava muito estável.

Já o de Jennie era veloz.

A cada curva, ela passava raspando, e várias vezes parecia que o carro ia voar por cima da mureta de proteção.

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