Jennie propositalmente chamou Zico, mas cortou direto aquela parte em que Noberto entrava, era nocauteado por Xande "que já estava escondido lá dentro "e depois, quando ela mesma entrava pela janela para tirar Noberto dali.
Tirando o começo e o final, o vídeo de vigilância virou o que se via agora.
As habilidades de edição dela eram ótimas, ninguém conseguia perceber nenhum erro.
Zico então falou, sem demonstrar emoção: "Srta. Silva, o que vocês dois vão fazer com isso, resolvam em particular, não me diz respeito. Mas o prejuízo de hoje, você terá que pagar."
Sylvia lançou um olhar fulminante para Zico.
"Quanto você quer de compensação?"
"A festa beneficente de hoje não tem mais como continuar, meu advogado vai te procurar depois para discutir o valor exato da compensação."
"Pode ser qualquer valor!" "afinal, dinheiro não era problema para ela.
Só era revoltante ter perdido uma oportunidade tão boa de capturar Noberto.
Ela lançou outro olhar raivoso para Jennie, que estava entre as pessoas.
Tudo culpa dessa mulher, que destruiu seus planos!
Mas Jennie sorriu para ela, com um brilho divertido nos olhos.
Sylvia sentiu um calafrio subir pelas costas. Aquela mulher estava tramando algo a mais?
Jennie, no entanto, apenas se virou e saiu tranquilamente.
Ela realmente tinha mais cartas na manga.
Deixar Sylvia só um pouco envergonhada? Era pouco demais.
E ela nem precisava agir pessoalmente, porque o resto já estava encaminhado para que outros fizessem o trabalho.
Jennie foi até a sala de descanso onde tinha estado antes.
Lá dentro, Dona Ema cuidava de Noberto.
Noberto ainda não tinha acordado.
Ao ver Jennie entrar, Dona Ema perguntou depressa: "Srta. Jennie, como está a situação lá fora?"
"Está tudo sob controle."
Dona Ema finalmente ficou mais tranquila, mas logo perguntou: "Sr. Noberto ainda não acordou?"
"Deixe comigo."
Jennie se aproximou, tirou do seu pequeno nécessaire uma agulha prateada e a cravou devagar no ponto entre o polegar e o indicador de Noberto.
Em pouco tempo, Noberto franziu a testa e foi recobrando a consciência.
Sentindo uma dor forte na nuca, tentou massagear, mas Jennie segurou sua mão.
"Não se preocupe, Noberto, depois te passo dois emplastros, em dois dias você estará novo em folha."
Só então Noberto notou que estava numa sala com Jennie e Dona Ema.
Ele perguntou, surpreso: "O que vocês estão fazendo aqui? Aliás, o que eu estou fazendo aqui? Tinha um homem, eu estava..."
"Eu sei de tudo, Noberto."
Jennie o interrompeu e resumiu o plano de Sylvia.
Contou também como ela tinha virado o jogo e devolvido na mesma moeda.
"Eu convenci Mateus..."
Noberto era um cara íntegro e gentil, ligava mais para caráter do que para aparência ou família.
Obviamente, nunca aceitaria as investidas de Sylvia.
"Agora faz sentido..." Jennie disse.
Noberto assentiu e perguntou: "E ela? Confessou?"
"Já foi embora. E não vai confessar."
"O quê?"
"Relaxa, Noberto. Não importa mais se ela confessa ou não."
Noberto não entendeu, mas logo entendeu.
Sylvia realmente deixou o Reino do Futuro sem problemas, mas a história se espalhou logo depois que ela saiu.
Quem contou tudo não foi outro, senão Xande.
Um dos próprios capangas de Sylvia.
Depois que Cecilia tirou Xande dali, Marcos logo o pegou.
O pessoal do Véus da Morte não era de brincadeira "em um dia, fizeram Xande mudar de lado.
Ele mesmo foi à delegacia se entregar e explicou detalhadamente como tinha sido cúmplice da Sylvia.
Claro, agora o protagonista da história passava a ser Mateus.
Ao mesmo tempo, os jornalistas divulgaram tudo o que tinha acontecido na festa beneficente, espalhando a notícia na internet.
De repente, Sylvia virou alvo de todo mundo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....