Jennie balançou a cabeça com gratidão: "Estou bem."
"Que bom." Ele parecia todo tranquilo, mas seus olhos não paravam de mirar nos lábios de Jennie.
Jennie sentiu um enjoo subindo por dentro.
Mas manteve a expressão de gratidão de antes.
"Não sei nem como agradecer você. Se não fosse por você, aqueles marmanjos teriam mesmo partido pra cima de mim."
"Foi só ver uma injustiça e agir, moça, não precisa agradecer. Mas se quiser mesmo agradecer... que tal me convidar pra um jantar qualquer dia desses?"
Jennie concordou.
Eles trocaram contatos ali mesmo.
"Como posso te chamar?"
"Rodrigo."
Jennie riu por dentro, mas disse: "Me chamo Jennie."
"Beleza, Srta. Jardim, então fico esperando seu contato."
"Certo."
Jennie acenou e ficou vendo Lisandro ir embora.
Assim que ele saiu, o sorriso dela sumiu rapidinho.
Ela virou-se para a funcionária: "Desculpa por ter causado transtorno há pouco."
"De jeito nenhum... Vou embrulhar sua roupa rapidinho."
A funcionária já não ousava puxar muito papo com Jennie, embalou o terno com agilidade e entregou para ela.
"Obrigada."
Jennie estava quase indo embora, mas lembrou de algo.
Pediu de novo o tablet da loja, escolheu outro terno e passou as medidas aproximadas.
"Se não servir, posso trazer pra ajustar?" perguntou.
A funcionária assentiu: "Claro, sem problemas."
Jennie pagou e saiu com o terno do Marcos em mãos.
Logo Marcos apareceu, falando baixinho: "Chefe, os irmãos da Família Kairós já foram embora."
Jennie assentiu.
Marcos continuou: "Vi que começaram a discutir, mas não cheguei perto, não deu pra ouvir o motivo. Deixei o Manuel de olho neles."
Jennie balançou a cabeça, conjecturando: "Orfeu deve estar tramando algo, talvez Lisandro não concorde, por isso discutiram."
Mas discordaram sobre o quê?
Jennie não conseguiu entender, mas provavelmente era algo relacionado a ela.
Já que não fazia ideia, preferiu deixar pra lá.
"Fiquem de olho neles. Quero saber onde vão, com quem falam, tudo me avisem."
"Pode deixar."
"Agora vai trocar de roupa, vamos jantar."
"Sim, senhora."
"Seus olhos vão cair aí, fecha logo isso."
Jennie ficou meio sem jeito, então fez piada pra disfarçar.
Marcos fechou os olhos, mas quando abriu, continuou arregalado.
"Chefe, não brinca com isso, é sério mesmo?"
"Quando foi que me viu brincar com coisa assim?"
"... É, realmente nunca vi."
Ele olhou pra Jennie, desviou o olhar, depois olhou de novo, meio hesitante.
Jennie disse: "Fala logo, eu até queria sua opinião."
Mas Marcos sacudiu a cabeça imediatamente.
"Não tenho opinião nenhuma!"
Jennie ficou com um ponto de interrogação imaginário na cabeça: "?"
Marcos falou sério: "Tô só feliz por você, de verdade. Ver que você conseguiu seguir em frente... que achou coragem pra gostar de outro, me deixa feliz, chefe, bem feliz mesmo. Eu só... só fiquei na dúvida se devia ou não mencionar o Lucas."
Jennie não esperava que o motivo da hesitação de Marcos fosse só medo de deixar ela chateada ao falar do Lucas.
Ela ficou em silêncio um pouco e disse: "Também fico feliz de ver meu coração ressuscitar. Só que o Bryan tem uma situação complicada, se ele fosse um cara comum, seria mais fácil."
"Mas o que tem de bom em ser comum? O Lucas era um cara comum. Acho que o Sr. Silva, por exemplo, é o tipo que nunca vai te trair."
"Por quê?"
Marcos explicou: "Gente comum quer muita coisa, aí acaba ficando ambiciosa e pode trair você. Já o Bryan, ele já tem tudo que qualquer um desejaria, então no amor, ele é até mais puro que a maioria."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....