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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 428

Bryan assentiu com a cabeça.

"Mas eu gosto de trovão."

"Quando escuto trovão, fico mais concentrado, mais forte."

"Eu gosto bastante de doces."

"Não gosto de sentir cheiro de fumaça em lugar fechado, isso me faz sentir que estou sem ar."

"Adoro fazer esportes, suar me deixa muito confortável..."

Bryan guardou cada palavra na memória.

Quando ela terminou de falar, perguntou a Bryan: "E você? Eu nunca soube muito sobre você antes, quais são seus gostos?"

Bryan também contou tudo para ela.

Ele tinha ainda um hábito: tomava banho todos os dias de manhã e de noite.

"Eu também gosto muito de esportes", disse ele.

Era uma frase simples e normal, mas Jennie, sem saber por quê, ficou corada.

Talvez o olhar que ele lançava para ela não fosse nada inocente.

Mas ela não se importava.

"Quanto ao resto, acho que não tenho muitos outros gostos. Você sabe, eu não nasci como chefe da Família Silva, minha vida antes era bem comum, então qualquer comida, qualquer diversão estava bom para mim."

Depois de compartilharem seus gostos, os dois riram.

"Parece que estamos fazendo uma entrevista um com o outro", disse Bryan.

Jennie também achou engraçado.

Desde a confissão de Bryan até agora, parecia que eles não eram exatamente como um casal comum.

Mas nenhum dos dois se incomodava com o jeito deles se relacionarem, afinal, eram pessoas parecidas, quase não precisavam se adaptar um ao outro.

Nesse momento, os pratos do Restaurante Four Seasons chegaram.

Ao provar a autêntica comida do País Ocularis, Jennie finalmente se animou para comer.

Só que ela sempre teve pouco apetite; seu "abrir o apetite" foi só comer mais duas garfadas.

"Você precisa comer mais, está tão magra que um vento forte pode te levar embora", Bryan disse. "Vou me esforçar para te alimentar bem."

Jennie ficou corada de novo.

Ela não pôde evitar pensar: será que, no fundo, ela era uma mulher cheia de desejos?

Por isso sempre interpretava as palavras de Bryan de outro jeito?

Mas, pensando bem, gostar do próprio namorado desse jeito era normal.

Quando terminaram de comer, Bryan ainda pediu mais alguns pratos.

"Pode embalar para viagem pra mim, por favor?"

"Claro, Sr. Silva."

O garçom foi rápido.

Jennie ficou curiosa.

"Você ainda está com fome? Ou vai levar para alguém?"

"Para alguém."

"Para quem?"

Antes, o Presidente Silva só cuidava dele como quem cuida de um animal de estimação.

Só quando esse "pet" mostrou talento, o pai olhou duas vezes para ele "mas mesmo assim, sem amor, só avaliando quanto valia o "pet".

Por isso Bryan achava que não devia nada ao Presidente Silva.

A relação entre eles sempre foi distante.

"Jennie", ele apertou a mão dela com força e falou sério: "Eu quero mesmo passar minha vida inteira com você, então, será que você pode falar bem de mim para eles?"

Ele parecia até um pouco humilde.

Jennie ficou com o coração apertado por ele.

Assim como ela, ele também não tinha crescido cercado de amor.

Agora, ela já tinha reencontrado sua família, que a amava, mas Bryan... nunca teria esse amor.

Quem o amaria incondicionalmente, Dona Silva, já tinha partido há muito tempo.

E o Presidente Silva, para ele, o importante era saber se o filho era competente, não o laço de pai e filho.

Porque, se o Presidente Silva realmente valorizasse os sentimentos paternos, nunca teria mandado embora o outro filho assim que descobriu que Bryan era o "verdadeiro" herdeiro, e passado tudo para Bryan.

Até um cachorro, depois de anos, cria laços. Imagine então um ser humano, ainda mais sendo filho de sangue.

Dava para ver: o Presidente Silva era alguém com o coração frio.

Mas, no futuro, ela seria a família de Bryan.

"Certo, eu falo bem de você", Jennie respondeu séria, balançando a cabeça.

Bryan sorriu.

Logo alguém apareceu e levou Jennie para dentro.

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