Selena Foster – Narrando.
Aquela proposta me pareceu boa.
Razoável.
Mas tinha um “Porém”: Eu não queria fugir.
Não como a minha mãe Rose fez. - Eu não queria ter o mesmo destino que ela.
Respirei fundo e o olhei, sorrindo simples enquanto segurava sua mão.
—Pai...Eu acho que isso não é uma coisa que se decide assim, as pressas. Poderia ao menos me dar um instante para pensar? Estou muito...
Ele me interrompeu.
—Inconsistente. Acho que isso é uma característica da gravidez. As indecisões. E eu não te julgo, porque sei que não é sobre um futuro a penas.
Assim que ele falou, confesso que respirei aliviada.
Imaginei que seria difícil o explicar.
E foi então que ele me surpreendeu, continuando a falar:
—Vamos fazer assim. Assine, entregue ao Alec e decida sobre ir por mais um tempo. Eu só quero o que for bom para você e o bebê.
Assim que ele falou, sorri e assenti com um aceno de cabeça.
—Obrigada pai. Agora, me deixe te ajudar a se sentar. Ouvi dizer que a terapeuta tem se orgulhado com a sua recuperação. – Falei simpática o ouvindo soltar uma gargalhada gostosa. Genuína.
—Graças a você! Se não tivessem te encontrado a tempo, eu estaria te olhando do céu.
—Não diga besteiras. Eu e o seu neto ou neta, queremos ver o senhor bem logo! – Assim que o respondi, notei um brilho passar pelos seus olhos.
Algo que por um instante, me fez aquecer por dentro.
E eu queria que durasse por muito tempo.
A manhã passou rapidamente.
Ajudei as meninas no jardim.
Abrimos mais alas da casa para que a luz entrasse.
Levei o almoço para Leonard o vendo andando vagarosamente no andador, com a ajuda da fisioterapeuta e sua equipe.
Eu passava pela mansão e via as funcionárias sorrindo ao me olhar.
Os cochichos eram agraváveis como:
“Ela trouxe vida para essa casa”.
“Ela realmente é luz”
“Virão como o senhor Flynn reviveu?”
Era bom ouvir aquelas coisas, mesmo que fossem em bases de murmurinhos. Me tornava útil, me fazia ser alguém.

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