Selena Foster – Narrando.
Assim que falei, Alec soltou um riso fraco, mas não contestou.
Ele sabia que eu estava aceitando o meu destino aos poucos e que uma discussão sobre uma decisão que tomei a favor disso, não levaria a nada.
Até porque, tudo o que ele queria era que os bebês no meu ventre fossem linhagem de Leonard e não de Philip. – Ele já havia dito isso antes.
Caminhamos até a saída da clínica e entramos no carro. E antes que Alec desse a partida, o celular dele tocou.
Ele olhou para a tela do celular e franziu a testa.
—De quem é esse número? – Resmungou ele. Talvez acostumado a falar sempre sozinho.
—Atende! Deve ser importante. E se for sobre Leonard?
Ele me olhou e assentiu, deslizando o dedo sobre a tela, para atender a ligação.
—Alô? – Disse, respirando tranquilamente, ouvindo o que a outra pessoa tinha a dizer. —Sim, sim. Estou a caminho.
Assim que ele desligou, eu nem precisei perguntar. Dava para saber que era sobre trabalho.
—Lá se foi o meu dia de folga!
—Você perdeu o dia de todo jeito. Já são quatro da tarde. – Falei o vendo ligar o carro e dirigir.
—Selena, você está se sentindo bem? – Perguntou ele, mantendo o olhar fixo no trânsito. —É que eu preciso passar em um lugar para entregar o depoimento escrito de um cliente e...
—Alec, depois de passar o dia inteiro comigo em uma clínica, não pensou que eu seria exigente, não é? – Perguntei me virando para o olhar.
—Ah, vai saber! – Disse ele com humor, dando de ombros. —Estou brincando. Eu perguntei por causa da sua condição. Eu ouvi que é normal ter mal-estar no começo.
—Sim. Os enjoos vão e vem sem permissão. É...
—Nojento? – Ele perguntou, sorrindo. —Deve ser, ter aquele gosto na boca, urgh!
—Obrigada por me lembrar! – Falei soltando um riso fraco. —Eu só espero que eles não me deem tanto trabalho!
Assim que falei, minha mão foi automaticamente ao meu ventre os acariciando.
Por um instante, Alec me olhou e sorriu de forma silenciosa.
Às vezes eu tinha a impressão de que ele torcia para que tudo ficasse bem.
E no fundo, eu queria acreditar nisso.
Não me lembro ao certo quanto tempo passou, mas senti uma mão tocar meu braço me despertando.
—Selena! – Disse Alec com a voz suave, me fazendo abrir os olhos. —Eu vou rapidinho. Não demoro.

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