Philip Caldwell – Narrando.
Assim que entrei na sala de reuniões do grupo Monroe, foi como se eu tivesse vestido minha armadura de sempre.
Peito cheio, olhar duro, roupa impecável e uma autoridade de respeito que eu demorei anos para conquistar.
As vozes se silenciaram, os burburinhos foram se acalmando como se um dispositivo ante ruído tivesse sido conectado.
O ar pareceu mais gelado, como se eu estivesse só naquela sala.
Caminhei até o meu lugar e puxei a cadeira para me sentar, sentindo o poder passar pelos meus poros.
Nada e nem ninguém ousava me desafiar.
Até a entrada de um dos diretores do grupo.
—Senhor Caldwell. – Cumprimentou ele, se sentando ao meu lado, bem ao meu lado da mesa.
—Senhor Calton, boa sorte! – Falei ajustando o meu terno.
De repente a porta se abriu e o magnata e principal investidor do projeto, entrou.
Um homem de sessenta anos, aparência séria, marcas de anos de trabalho no rosto e segurando uma bengala banhada a ouro.
—Bom dia a todos. – Disse ele com a voz rouca e forte. —Temos rostos conhecidos por aqui e alguns que impressionam todo o país, como o senhor Caldwell, que agora faz parte desse ramo.
—Obrigado senhor Monroe. – Respondi firme, levantando-me brevemente para cumprimentar a todos, voltando ao meu lugar.
Ele me olhou e acenou com a cabeça, caminhando vagarosamente até o seu lugar; a cabeceira da mesa.
O magnata.
O maior investidor de toda américa, depois do grupo Flynn.
Ele respirou fundo e passou seus olhos firmes por cada um presente.
—Essa reunião, é para sabermos quem estará à altura de realizá-lo e eu não aceitarei erros. Então, vamos começar!
A tela à minha frente se iluminou com gráficos, projeções e números que eu já conhecia melhor do que qualquer um naquela sala.
—A licitação segue estável. Temos vantagem em dois dos três critérios principais. – Disse Calton, tomando a atenção de todos.
—Estável não ganha contratos, Calton – Interrompi, cruzando as mãos sobre a mesa. —Domínio é que ganha.
Ele engoliu seco.
—O único ponto de instabilidade é a entrada de um novo investidor no grupo concorrente.
Olhei para ele.
—Eu ouvi sobre isso. – Falei os olhando. —Nomes. Quero nomes.
—Ainda não foi divulgado oficialmente. – Disse outro.
—Então, temos um problema… sem forma. – Respondeu mais um, do grupo Torres.
—Não exatamente. Sabemos de onde vem. – Respondeu Calton, encostando na cadeira e cruzando os braços.

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