Ponto de Vista de Lila
Sarah ficou na nossa frente com os braços cruzados sobre o peito, um brilho de diversão em seu rosto, mas também havia um toque de escuridão em seus olhos.
Eu podia sentir a tensão de Becca ao meu lado, ela se sentia desconfortável perto de Sarah. Isso era óbvio.
Eu realmente tento conviver com a Sarah, apesar do fato de ela ter roubado o meu namorado e claramente me ter envenenado. Mas estava claro que ela não queria conviver comigo.
— Estamos praticando, Sarah. Há algo que você queira? — Perguntei, levantando as sobrancelhas na direção dela.
— Só queria informar que meu pai está investigando sua bolsa de estudos enquanto falamos. Logo você receberá uma ligação do conselho.
Isso não me incomodou, eu já tinha dito a ela antes que eu não precisava da bolsa de estudos para ficar nesta escola. A escola valorizava meu trabalho e não ia me expulsar tão facilmente. Especialmente com o meu pai sendo o chefe do comitê Alpha. Eles falariam com ele antes de fazer qualquer coisa.
Sarah estava delirante em pensar o contrário.
— Está tudo bem! — Eu disse a ela, sem me importar muito — Seu pai pode fazer o que quiser. Agora, se não se importa, estávamos no meio de algo.
Voltei-me para a Becca que estava me olhando com olhos arregalados e preocupados. Comecei a mostrar a ela o mesmo movimento novamente e ela me seguiu com os olhos. Senti uma mão firme no meu ombro, me virando para encarar Sarah.
— Acha que é tão perfeita, mas você é tão patética.— Sarah rosnou. — Você não tem nada a ver com esta escola e vou garantir que todos vejam isso.
— Tire a mão de mim! — Disse em um tom baixo, encontrando seu olhar gélido.
Ela sorriu.
— Ou o quê? — Ela zombou — Vai usar suas habilidades de Volana em mim? Não é como se você pudesse se transformar em seu lobo. Perdedora.
Continuei a encará-la, não tinha a certeza do que fazer que não me colocasse em apuros. Não queria brigar com ela na escola, mas suponho que se houvesse um lugar bom o suficiente para lutar com ela, então a arena seria o melhor lugar.
Apertei os lábios firmemente e fiquei com os pés a alguns centímetros de distância.
Isso só a fez rir.
— Ah, está tentando me enfrentar? Que fofo! — Ela disse, estreitando os olhos para mim em resposta. — Confie em mim, isso não é algo que você queira fazer.
Seus olhos começaram a brilhar dourado à medida que o rosto de seu lobo se tornava aparente para mim.
Ela sabia do que eu era capaz na luta, mesmo em minha forma humana, por isso, fiquei surpresa que ela tentasse me desafiar.
Ela não faz ideia de que finalmente consigo me transformar em meu lobo. Mas não era algo que eu queria fazer na frente dela.
Pelo menos não ainda.
Fechei os punhos, eu realmente não queria fazer isso. Poderia machucá-la.
Ela se transformou em seu lobo, rosnando alto pela arena e avançando contra mim. Consegui desviar de seu ataque com facilidade. Ela tentou me atacar novamente, mas desta vez, ela não teve a menor chance.
O prédio inteiro começou a tremer, fazendo-a parar no seu caminho. Mantive meus olhos nos dela o tempo todo, incerta do que estava acontecendo ao meu redor. Mas logo as luzes na arena eram tão brilhantes que estavam praticamente me cegando. Mal conseguia ver Sarah porque ela estava sendo ofuscada pelas luzes.
O prédio continuou a tremer à medida que a luz da lua de fora espiava pela janela, quebrando o vidro com seus raios espessos nos fazendo pular de susto.
— O que diabos está acontecendo? — Sarah perguntou, dando um passo para longe de mim. Percebi que ela estava voltando à sua forma humana e o medo persistia em seu tom.
Eu não tinha uma resposta para ela porque também não tinha certeza.
Meu coração batia tão rapidamente contra o meu peito que temia que fosse pular para fora do meu corpo. Encontrei os olhos assustados de Becca, que tentava se proteger do caos ao seu redor.
Assisti enquanto sombras emergiam do chão e começavam a se transformar em formas que eu nunca tinha visto antes. Meus olhos se arregalaram, não podia acreditar no que estava vendo, nem Sarah e nem a Becca, ambas arfaram alto enquanto me encaravam.
— Você está fazendo isso?! — Becca arfou. — Eu sabia que você era perigosa! — Ela chorou.
— N...não... — eu gaguejei, sem saber como parar esse caos.
O chão continuava a tremer e o brilho continuava a se infiltrar na arena.
— Seja lá o que você está fazendo, pare com isso!! — Ela gritou freneticamente.

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