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Beijei acidentalmente meu professor Alfa romance Capítulo 34

Ponto de Vista de Enzo

O Beta Ethan estava certo, o cheiro deles era forte na floresta que cercava a alcateia Calypso. Cheirava a estranhos, e eu conhecia muito bem aquele cheiro.

Eram seguidores do meu pai, pelo menos alguns deles.

Eles não tinham motivo para ficar rondando minha alcateia, sabiam que não eram bem-vindos aqui. Sabiam que eu os despedaçaria se os visse com meus próprios olhos.

Mas ainda assim, o cheiro deles era fresco. Estavam observando. Esperando.

Mas esperando por quê?

Ouvi um galho se quebrando enquanto continuava minha busca na floresta.

Eu estava lá fora por horas e não tinha encontrado um único lobo. Estava ficando tarde, ou cedo. Não demoraria muito para o sol começar a nascer.

Não tinha certeza se eles ficariam por perto à luz do dia.

Era a noite de lua cheia, então os lobos geralmente eram mais fortes quando a lua brilhava sobre eles. Certamente me sentia mais forte.

Max não ia desistir até encontrarmos aqueles idiotas.

Ele estava no rastro deles, cheirando e procurando em cada canto da floresta.

Encontramos uma caverna escura, a caverna cheirava a pêlo de estranhos.

Max rosnou ferozmente e seus dentes afiados à mostra em sua boca longa e estreita. A fúria fervia em meu corpo.

Era o mesmo cheiro que senti em minha mãe depois do seu ataque.

Aquilo tinha que ser o esconderijo desses lobos.

— Finalmente apareceu! — Uma voz sombria emergiu da região das sombras.

Baixei a cabeça, me preparando para atacar se necessário.

— Você não tem o direito de estar em nossa propriedade. — Disse entre dentes cerrados — Você sabe que não é mais bem-vindo aqui.

Reconheci o lobo que veio me cumprimentar.

Ele já foi um membro da alcateia, mas foi mandado embora quando assumi o poder. Ele não fez nenhum favor à alcateia e tentou virar todos contra estranhos como os renegados e Volana. Eu não ia permitir isso, considerando que minha mãe era ambos.

— Este já foi o meu lar se você não se lembra. — Ele respondeu com desprezo — Tenho todo o direito de estar aqui como qualquer outro membro de sua alcateia.

— Você não é mais um membro da alcateia há muito tempo, Bruce. — Disse, tentando controlar a minha raiva — Por que voltou?

— Porque consigo sentir que a minha alcateia está em perigo. Você tem trazido uma loba Volana aqui!

— Esta não é a sua alcateia... é minha alcateia. Quem eu trago para apar, não é da sua conta.

— Há alguns lobos nesta alcateia que ainda considero família e vice-versa. Eles me contam coisas, Enzo. Eles me dizem que há uma jovem Volana que tem ficado em sua casa. Eles me dizem que podem sentir as suas habilidades e temem por suas vidas. Eles me pediram para resolver o problema.

Aquilo não fazia sentido. Não havia como alguém de sua alcateia entrar em contato com alguém que causasse problemas. Alguém que seguia o meu pai.

Todos na alcateia pareciam amar Lila. Até as crianças a adoravam.

Bruce devia estar mentindo.

— O que você está realmente fazendo aqui? — perguntei, franzindo os lábios com nojo.

— Você não acredita em mim? Como eu saberia o que se passa aqui? Logo quando você traz aquela Volana! Como você acha que eu sabia que deveria estar aqui, Enzo?

Eu não deveria ter ficado surpreso, eu sabia que trazer a Lila e estar perto dela a colocaria em perigo.

Me lancei novamente, derrubando-o no chão. Ele gemeu de dor enquanto minhas garras cavavam em sua omoplata.

Quanto mais eu olhava em seus olhos escuros, mais raiva eu sentia.

Naquele momento, eu estava pensando muito em minha mãe. A dor que ela passou por causa desse idiota. O tormento da agressão, omedo que ela deve ter sentido. Tudo por causa desse cretino.

Eu queria fazê-lo pagar por todo o mal que ele tinha feito a ela.

Não ia deixá-lo sair impune.

Rosnei, ecoando pela floresta enquanto mostrava os meus dentes. Eu estava a apenas uns centímetros de morder o pescoço dele quando senti uma dor aguda nas minhas costas, indo em direção ao meu estômago.

Gritei de dor enquanto o vento me tirava o fôlego.

Tropecei nele assim que ele começou a rir e percebi rapidamente que ele não estava sozinho. Havia um homem em sua forma humana parado atrás de mim.

Minha visão estava começando a ficar embaçada. Encarei meu estômago e vi a ponta afiada de uma adaga saindo dele.

Alguém me esfaqueou pelas costas e estava aparecendo através do meu estômago. Cutuquei a adaga com a ponta do meu dedo e mais dor percorreu meu corpo. Gritei enquanto caía no chão. Percebi rapidamente que tinha voltado à minha forma humana involuntariamente.

Já fui esfaqueado várias vezes no passado, mas nunca doeu tanto como agora.

Que diabos?

Bruce e o seu amigo estavam diante de mim, me encarando com rostos sorridentes antes de saírem correndo pela floresta.

— A adaga... — Max uivou, tentando conter sua própria respiração.

Ele estava ficando mais fraco a cada momento e sua voz estava se tornando mais distante — A adaga... É feita de puro... prata...

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