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Beijei acidentalmente meu professor Alfa romance Capítulo 35

Ponto de Vista de Lila

Acordei de repente, olhando em volta do meu quarto escuro no dormitório.

Não foi como se tivesse tido um pesadelo ou algo assim, mas certamente parecia que tinha.

Um sentimento como esse nunca tinha tido antes.

Olhei para o relógio, franzindo a testa ao ver que eram apenas 3 da manhã. Olhei para a Rachel do outro lado do quarto e vi que ela estava dormindo profundamente em sua cama.

Minha mãe tinha saído horas atrás para voltar a Elysium, mas eu disse a ela que iria lá durante o fim de semana para praticar o uso de minhas habilidades. Ela me disse que desde que eu mantivesse a calma, poderia controlá-las.

Pensei que talvez fosse apenas minhas habilidades ressurgindo, então respirei fundo.

Mas percebi quando a Val acordo que não eram as minhas habilidades que estavam causando esse sentimento. As palavras de Val apenas confirmaram meus medos.

— É o nosso companheiro! — Ela arfou inquieta — Algo está errado!

...

Não sei como sabia onde ele estava. Transformei-me em minha forma de loba e permiti que Val me levasse até à alcateia Calypso. Corremos pelas ruas silenciosas até estarmos cercados pela Floresta Calypso.

Seu cheiro estava por toda parte e era tão intoxicante. Tive que parar por um momento para reunir meus pensamentos, mas então senti o fresco cheiro de sangue e soube que não tinha tempo para sentar e pensar por mais tempo.

O meu coração batia tão descontroladamente que pensei que ia pular para fora do meu peito.

Ouvi os sons suaves de gemidos enquanto continuava pela floresta. Val sabia exatamente para onde ir e então paramos quando o vimos.

Enzo estava apoiado contra a árvore, e parecia que a cor de seu rosto estava desaparecendo diante dos meus olhos.

Percebi que sua camisa estava coberta de sangue. Mesmo tão fraco quanto parecia, ele estava arrancando sua camisa do corpo, revelando a ferida aberta e escurecendo em seu estômago.

Foi então que vi a adaga cravada em suas costas. Com dedos trêmulos, ele puxou a adaga e gritou de dor.

A ferida era gigante e cheia de sangue, mas também vi que estava escurecendo nas bordas.

Meu coração se apertou violentamente no peito. Eu estava completamente congelada enquanto o encarava.

Acho que ele ainda não tinha me notado e se tivesse, não estava me dando atenção. Estava tentando parar o sangramento com sua camisa rasgada, mas sem sucesso.

A adaga caiu no chão.

— Foi uma adaga de prata... — Val gemeu dolorosamente.

Adagas de prata eram fatais para os lobos, mesmo Alfas. Embora, um lobo normal já estaria morto nesta altura. Alfas eram mais fortes e podiam lutar um pouco mais.

Lembrei-me de quando a minha mãe me ensinou algumas habilidades que eu tinha. Ela disse que nossos poderes eram de cura e emitíamos uma energia que poderia curar o lobo mais resistente. Eu não tinha muita prática com isso, mas precisava tentar.

Finalmente encontrei movimento em minhas pernas novamente e me aproximei dele.

Seus olhos finalmente pousaram em mim e ele estreitou os olhos.

— O que você está fazendo aqui? — Ele perguntou com voz dolorida.

Ele não queria que eu o visse assim e eu não podia culpá-lo.

Ajoelhei-me na frente dele e estendi minhas mãos para ele, segurando seu rosto largo nas palmas das minhas mãos para que ele olhasse nos meus olhos.

— Vou te ajudar! — Assegurei, mantendo meu tom calmo — Só preciso que você relaxe.

— Fácil para você falar. — Ele sibilou entre os dentes — Você não foi esfaqueada com uma adaga de prata.

— E você vai me dizer quem fez isso com você, assim que eu terminar. — Disse-lhe firmemente. Quem fez isso teria que responder ao meu lobo agora.

Ele parecia prestes a protestar, mas outra onda de dor percorreu seu corpo. Pude perceber pelo seu olhar, que ele estava em agonia.

Seu coração estava acelerado e eu temia que fosse parar por completo.

Engoli em seco e coloquei minhas mãos sobre sua ferida. Respirei fundo, fechando os olhos. Senti o calor da luz da lua dançando em meu rosto.

Pensei na energia de cura que circula o meu corpo e que aquece as pontas dos meus dedos.

Pensei na deusa da lua me abençoando com um dom para salvar o meu companheiro.

Pensei na ferida dele diminuindo.

Seu corpo parecia ter relaxado e ficado mole. Sua respiração parecia ter diminuído também.

Então, ele ofegou.

Deixei minhas mãos caírem ao meu lado e abri os olhos, surpresa por ter funcionado!

Sua ferida tinha desaparecido completamente.

Ele estava olhando para o estômago em admiração antes de erguer o olhar para encontrar o meu.

— Você me salvou... — ele respirou devagar, ainda em admirado com as minhas habilidades.

Lágrimas encheram os meus olhos, e não pude evitar o sorriso bobo que se espalhou pelo meu rosto. Eu me senti tão aliviada.

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