Era a primeira vez que Isadora participava de um evento tão sofisticado, por isso ninguém a reconhecia. Todos cochichavam, tentando adivinhar de onde vinha aquela enigmática rosa selvagem.
Mas ela não se intimidou. Depois de assinar o nome, foi direto cumprimentar as pessoas que já conhecia.
— Sra. Rosa, Sra. Rita, sou eu, Isadora Freitas.
Com um sorriso suave, Isadora se aproximou de Rosa, simpática e espontânea:
— No seu aniversário, fui eu quem preparou as sobremesas, lembra?
Claro que Rosa se lembrava. Só não conseguia ligar aquela mulher linda, cheia de charme, à mesma pessoa de antes.
Três meses atrás, Rosa havia feito uma festa de aniversário. Isadora, empolgada, foi junto para comemorar. No entanto, passou o dia inteiro presa na cozinha, preparando sobremesas e nem chegou a se sentar à mesa para comer.
Enquanto isso, Tereza, toda produzida e cheia de charme, se exibia ao lado de Olavo, fazendo questão de ser o foco dos olhares.
Foi só no final da noite que Rosa descobriu que a mulher na cozinha era a esposa de Olavo. A que o acompanhava o tempo todo... era apenas uma amante.
Por isso, Rosa sempre se sentiu culpada, mas nunca teve a chance de se redimir, até agora. Ela logo segurou o pulso de Isadora e, sorrindo, disse animada:
— Então era você, a esposa de Olavo? Como é que eu não reconheci?
— Pessoal, atenção! Essa aqui é a esposa do presidente do Grupo Carvalho, Isadora Freitas!
— Recebam ela com carinho, hein?
Rosa puxou a mão de Isadora com carinho, como se fossem amigas íntimas.
Isadora já tinha investigado tudo antes. Sabia que Rosa era a anfitriã daquele evento. Com o apoio dela, seria difícil passar vergonha.
— E o seu marido? — Rosa perguntou, olhando por trás de Isadora. Mas, de repente, o sorriso que estava em seu rosto congelou.
Ela realmente não esperava que, num evento tão formal, Olavo tivesse a ousadia de aparecer com aquela mulher novamente.
Mas Rosa vinha de uma família poderosa, por isso não tinha nenhum motivo para temer Olavo.

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