Já que ela não sabia valorizar as oportunidades que ele lhe dava, Olavo não faria mais questão de ser gentil. Assim que voltou para o escritório, deu a ordem:
— Encontre Jorge agora.
O assistente Marcos hesitou, claramente desconfortável:
— Sr. Olavo, o Jorge...
Mas, sob o olhar intimidador de Olavo, acabou revelando a verdade com cuidado:
— Jorge está preso.
Preso?
Olavo ficou surpreso ao ouvir isso. Franziu a testa e perguntou:
— Como assim?
Marcos achou melhor ser direto:
— Ele estava cheio de dívidas e, com os cheques sem fundos, acabou... enviando a Sra. Isadora como garantia. Depois, ouvi dizer que Rafael cortou o dedo mínimo dele e que ele foi parar na cadeia.
— O quê?
Olavo se levantou de repente, visivelmente irritado. Nunca lhe passou pela cabeça dele que tanta coisa pudesse ter acontecido pelas suas costas.
— Por que eu não fui informado disso?
Diante da pergunta de Olavo, Marcos permaneceu em silêncio. Apenas apertou os lábios e desviou o olhar, claramente desconfortável.
Afinal, como poderia explicar que o chefe não sabia nem o básico sobre sua própria esposa? Era inútil culpar um subordinado por algo que ele mesmo deveria ter resolvido.
— Saia.
Para ele, Jorge era uma carta na manga que servia para controlar Isadora. Mas agora, essa carta havia sido cortada.
Tudo por causa de Rafael, aquele verdadeiro azarento!
Olavo caminhou até a janela, observando o trânsito caótico lá embaixo. Seu rosto estava sombrio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Brindou a Outra, Enterrei o Passado