— Você não precisa pedir desculpas. É só esperar a notificação do advogado.
Rafael nem olhou para ela, passou direto e foi embora.
Isadora ainda lançou um olhar cheio de pena na direção da jornalista e sorriu, de forma leve e irônica:
— Senhorita, se tiver tempo, faça uma pesquisada no nível do jurídico da Família Alves.
E bateu a porta com força.
Agora sim, o prestígio da Família Carvalho estava comprometido, e a tentativa de reação não podia ter sido mais desastrosa.
No departamento de relações públicas do Grupo Carvalho.
— Que tipo de trabalho vocês acham que estão fazendo aqui?
— Um bando de inúteis!
Olavo perdeu completamente a postura calma e contida de sempre. Estava furioso, o rosto carregado, e arremessou o papel com violência na mesa.
Silêncio absoluto.
Todos estavam revoltados por dentro, ninguém esperava que a situação fosse descer tanto de nível. E o pior: o problema não tinha sido criado por eles. O departamento de comunicação não faz mágica. Quem causou tudo isso foi o chefe. Mas, no fim, quem leva a culpa são sempre os funcionários.
Diante do silêncio, Olavo ficou ainda mais sombrio:
— Vocês morreram? Ninguém vai falar nada?
— E agora, o que vocês me sugerem?
O tom dele já era um grito.
A tensão na sala cresceu. Mal se ouvia uma respiração. Ninguém queria ser o próximo alvo do chefe.
O assistente Marcos, percebendo o clima insustentável, arriscou com cuidado:
— Sr. Olavo, os diretores chegaram. Estão todos na sala de reuniões esperando pelo senhor.
Olavo explodiu:

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