Era uma situação que exigia urgência, mas, curiosamente, Olavo já não demonstrava tanta pressa assim.
Parado ali, ele lançou um olhar confuso para Isadora, sem entender por que ela não estava fazendo um escândalo como de costume.
Sentindo o olhar dele, Isadora retribuiu com a mesma expressão de dúvida. No fim, só fez um gesto com a mão, como quem dispensa alguém:
— Pode ir. Não vou acompanhá-lo.
— Me espera.
Ao dizer isso, Olavo se virou e saiu às pressas.
Isadora observou as costas dele se afastando e bufou, cheia de desprezo. Então, olhou direto para Marcos, que estava parado ali esperando:
— Está olhando o quê? Organize logo um carro. Não podemos nos atrasar.
Marcos perguntou, visivelmente confuso:
— Mas o Sr. Olavo não pediu para a senhora esperar?
Desde quando a jovem senhora da Família Carvalho tomava decisões assim?
Isadora achou graça da reação dele e respondeu com frieza:
— É a primeira vez que você lida com o seu chefe? Você acha mesmo que ele vai voltar?
Aquilo não era novidade. Situações parecidas já tinham acontecido antes, só que naquela época as promessas eram para Aline. Nenhuma foi cumprida.
No início, Aline ainda acreditava. Esperava, sentada na sala, como se tudo aquilo fosse normal.
Com o tempo, aprendeu. Parou de esperar, de se importar.

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