Após entrarmos no carro e deixarmos Tácio na calçada com sua cara de tacho, olhei nos olhos de Oliver, que estavam brilhando de felicidade.
— Obrigada por me defender.
— Você é minha mulher, não deixarei que ninguém a perturbe ou a machuque.
Me senti tímida. Era estranho ouvir da boca do Oliver a frase: minha mulher.
— Não vejo a hora de reencontrar o Noah.
— Ele vai amar, te ver, escuta… — Falava enquanto dirigia. — Sei que você é uma ótima mulher e com certeza será uma ótima mãe, mas quero deixar bem claro que não quero que pare seus sonhos e sua vida. Após o nascimento dos meninos, quero que volte a estudar, faça a faculdade que deseja, seja a profissional que sonha ser.
— Sonho realmente com isso, mas Oliver… — Estava tímida ainda. — Não quero perder os primeiros anos de vida das crianças, estudar agora me tomaria um pouco de tempo, então sei que não fará questão se eu respeitar meu próprio tempo, não é?
— Claro que não, meu amor, faça tudo no seu tempo, só queria que isso ficasse claro. — Beijou minha mão.
— Obrigada!
Chegando ao hotel, Oliver andava comigo cuidadosamente como se eu fosse uma boneca de porcelana. Com o maior cuidado do mundo, me levou até o nosso quarto.
— Quero que descanse, vou pedir que tragam algo para você comer.
— Obrigada, mas eu queria ver o Noah.
— Pedirei a Denise que o traga.
Minutos depois, Denise entrava com um bebezinho muito gordinho no quarto.
— Meu Deus, como ele cresceu assim?
O abracei fortemente, logo, ele passou a mão por meu pescoço, como se fosse me abraçar também. Apertei muito aquelas bochechas lindas, Noah não parava de dar risada.
— Como estava com saudades de você, meu amor.
— Ele também estava Aurora, às vezes ele chorava do nada, eu sei que era saudade sua.
— Denise, como você está? — A abracei chorando.
— Bem melhor agora que estou te vendo novamente — Me soltou — Não chora, tudo bem? Sei que não me procurou por medo, eu te entendo demais, proponho mudarmos de assunto. Afinal, você está linda assim, qual o nome dos seus bebês?
Olhei para o rosto de Oliver, que também estava curioso em saber.
— Ainda não escolhi, eu esperava fazer isso com o pai deles. — Olhei mais uma vez para ele, que tinha um sorriso de canto a canto da orelha.
— Iremos pensar nos nomes mais lindos, tudo bem? Vou ali conversar com o Saulo e já volto, acredito que vocês tenham muita conversa para pôr em dia também.
Oliver saiu do quarto e nos deixou sozinhas.
— Aurora, onde você esteve esse tempo todo?


— Você é uma ótima pessoa, Denise, não tem como não te amar! — A abracei novamente.
— Vamos ver mesmo se não tem como não me amar. — Falou triste.
— O que houve? — Perguntei preocupada.
— Nada, eu só estou preocupada com a viagem, a família do Saulo é totalmente diferente dele, não imagino como me receberão.
— Independente de eles te aceitarem ou não, tenho certeza de que ele te ama, mais do que tudo nesse mundo.
— Sei… Eu também o amo, e é só por ele que estou fazendo isso, não quero um casamento escondido, quero que todos saibam da gente.
— Seu casamento vai ser lindo.
— O seu também, Aurora, pode ter certeza!

— Vai dar tudo certo com ela, mesmo que você tenha parado de procurá-la, Saulo ainda se empenhava, não se preocupe, logo teremos notícias.
— Verdade Denise, agora vamos focar na cirurgia e recuperação do Noah, espero que ocorra tudo bem, e que o Tácio cumpra com sua palavra.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho traçado: uma babá na fazenda
Que história linda e maravilhosa. 98 capítulos e li em menos de 24hs. Essa história daria uma linda novela. penas lendo conseguiu provocar em mim um turbilhão de emoções, imagina se fossem cenas de novela. Parabéns a escritora Célia pela ótima história e pela riqueza de detalhes. Consegui visualizar cada cena de cada capítulo em minha cabeça. Cenas de amor, de injustiça dos vilões, da guerreira Auruora....enfim simplesmente amei essa história. E facilmente daria uma ótima novela com certeza....