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Casada à Força: Jogo Proibido nas Chamas romance Capítulo 130

Elisa se aproximou, abraçou Antônio e, entre soluços, disse: "Não pergunte mais nada, vamos rezar juntos para que a vovó consiga superar este momento difícil o quanto antes."

"No fim das contas, a culpa é toda sua por ter escolhido tão bem a esposa. Até depois de morta ela não sossega, trazendo tantos problemas para a família." Beatriz lançou um olhar severo para Antônio.

"Mãe, o que a senhora está dizendo?" Antônio ficou surpreso.

"O que estou dizendo? A vovó desmaiou de raiva logo depois de receber um telefonema. Naquele momento, sua irmã mais velha estava ao lado dela. Quem ligou disse que a alma pela qual a vovó vinha rezando na igreja não era o bisneto, e ainda afirmou que você jamais conseguiria ter filhos."

"Quem seria tão cruel a ponto de usar algo assim para machucar uma senhora inocente?" Antônio cerrou os punhos. "Se eu descobrir quem está por trás disso, não vou deixar barato."

O pai se aproximou e, com gentileza, deu um leve tapinha no ombro de Antônio. "O ódio só faz crescer ainda mais a teia dos ressentimentos. Meu filho, espero que você consiga abrir o coração. Talvez essa seja uma provação que o destino reservou para a vovó."

Elisa soltou um suspiro profundo. "Antônio, não se torture pensando demais. Pode ser que tudo isso já estivesse escrito."

"Se não sabe o que dizer, é melhor não falar nada! Que destino o quê… isso foi causado por gente, não tem nada a ver com destino," protestou Beatriz, irritada. "Kleber já morreu, a mágoa devia acabar junto. Na minha opinião, não precisa mais ficar cuidando daquela loja de roupas que não tem nada a ver com os negócios da família. Volta logo para ajudar seu pai a administrar a empresa, estar juntos em família é o que realmente importa."

Antônio apenas apertou os lábios, sem dizer uma palavra.

"Beatriz, por favor, pare um pouco com isso. Não está vendo que o menino já está abalado?" André Costa a olhou fixamente, com expressão de desaprovação.

Beatriz quis retrucar, mas acabou se calando, assustada.

…

"O que você disse?" Leonardo Barreto olhou para Wanda, que entrou correndo em seu escritório, visivelmente agitada.

Wanda não pensou duas vezes e segurou firme a mão de Leonardo, sem intenção de soltar. "Já tentei de tudo, até procurei a mãe e o irmão da Stella, mas agora só posso pedir sua ajuda."

"Se nem a mãe e o irmão podem ajudar, o que eu poderia fazer?"

Será que o celular dele está desligado?

Wanda olhou para Leonardo, surpresa. "Não consegue contato?"

"Não," respondeu Leonardo, assentindo. De repente, pareceu lembrar de algo. "Só tem uma explicação: ele deve estar no avião."

"No avião? Ele viajou para fora ou está em alguma viagem a trabalho?"

Leonardo deu de ombros e balançou a cabeça. "Srta. Paiva, isso eu realmente não sei responder. Faça o seguinte, volte para casa e aguarde notícias. Assim que eu conseguir falar com Antônio, aviso você imediatamente."

Não restava outra alternativa.

Wanda saiu, decepcionada.

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