— Sr. Soares, já que não vamos falar de trabalho, eu quero ir para casa...
Ao dizer isso, ela olhou ao redor do carro e notou que o motorista não estava lá. Havia apenas os dois no veículo. Suas costas ficaram tensas no mesmo instante.
Jefferson colocou uma mecha de cabelo grudada no suor da testa dela atrás da orelha:
— Alba, sobre o fato de termos sido fotografados hoje... se eu não intervir, você acha que amanhã não seremos os assuntos mais comentados da internet?
— O... O que quer dizer com isso?
A língua de Alba travou pelo pânico.
Jefferson arqueou a sobrancelha com um ar provocador:
— Aceite ser a minha irmã Stella, e nada do que aconteceu na cafeteria hoje chegará às notícias.
— Você...
Alba ficou atônita por um longo tempo antes de finalmente perceber o que estava acontecendo:
— As pessoas tirando fotos na cafeteria... foi você quem armou isso?
A ponta áspera do dedo do homem deslizou sobre os lábios dela:
— Dra. Aragão, perceber isso só agora não é um pouco tarde demais?
— Seu canalha!
Alba sentiu um ódio profundo. Ela levantou a mão e deu um tapa no rosto dele:
— Você armou tudo isso hoje só para me chantagear? Jefferson, você não tem escrúpulos!
Não era à toa que ele estava tão calmo na cafeteria quando ela avisou sobre as fotos.
E ainda a carregou para fora daquele jeito chamativo!
Ele queria deliberadamente que os dois fossem fotografados, só para tê-la nas mãos e ameaçá-la!
Ele estava ainda mais assustador do que há seis anos!
Tudo o que ele queria, ele conseguia a qualquer custo!
Ela tremia de raiva, sentindo que o tapa havia sido leve demais. Quando levantou a mão para bater novamente, Jefferson agarrou o pulso dela e a prensou contra a janela do carro.
Ele passou a língua por dentro da bochecha esquerda, que doía pelo tapa, e encarou a mulher totalmente indefesa debaixo dele:
— Você sabe muito bem o que eu quero. Não me force a fazer coisas ainda mais inescrupulosas.
Alba cerrou os dentes e o fuzilou com o olhar:


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais