Ele se enredava nela como se quisesse devorá-la por completo.
Presa naquele abraço largo, com as mãos imobilizadas, a única coisa que Alba podia mover era o tronco. Mas assim que tentou se debater, o corpo pesado e robusto do homem caiu firmemente sobre o dela.
Ele a prendeu de um jeito que ela não conseguia mover um músculo sequer.
Até mesmo o ar que respirava foi completamente dominado pela respiração intensa e pelo cheiro dele.
Ela estava sufocando.
Incapaz de suportar o beijo predatório, só lhe restou fechar os olhos em submissão, parando de se debater, na esperança de conseguir uma chance para respirar.
Caso contrário, sentia que poderia se afogar naquele beijo enlouquecido a qualquer momento.
De fato, ele continuava o mesmo de seis anos atrás: preferia as obedientes e submissas. Ao perceber que a mulher em seus braços havia sido domada e já não resistia ao beijo, ele finalmente desacelerou.
Ele mordiscou levemente os lábios dela, com a respiração ardente:
— Stella, eu quero você só para mim...
Ao dizer isso, ele soltou as mãos dela, e suas palmas quentes agarraram a cintura fina de Alba...
Alba, que já estava com a cabeça girando e o corpo fraco por causa dos beijos, teve um sobressalto ao ouvir aquelas palavras, e seu corpo ficou rígido como uma tábua.
Lutando por um fio de ar fresco, ela arfou e segurou a mão que apertava a sua cintura:
— Sr. Soares... você prometeu que não me forçaria a ter relações íntimas com você...
Aquela única frase trouxe o homem violentamente de volta da beira do colapso e do descontrole.
Os olhos de Jefferson escureceram profundamente. Ele olhou atordoado e seduzido para a mulher assustada embaixo dele, enquanto sua razão fragmentada retornava aos poucos.
Era verdade. Ela não era Stella...
— Desculpe...
Ele apertou os ombros dela, enterrou o rosto na curva de seu pescoço para se acalmar por alguns segundos, e então saiu de cima dela. Encostou-se pesadamente no banco e ergueu a mão para massagear as têmporas, que latejavam de dor.
Alba apressou-se em se sentar. Virou de costas e começou a arrumar o suéter que ele havia repuxado.
A gola do suéter estava muito aberta, deixando os ombros e a clavícula sutilmente à mostra.
De cabeça baixa e com as bochechas vermelhas, ela abotoou o casaco até o pescoço.
Só depois de se arrumar, virou-se para olhá-lo.
Naquele momento, ele já havia acendido um cigarro e apoiava o cotovelo na janela, fumando em silêncio.
Alba cerrou os punhos e tentou regular a respiração descompassada:


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