Chegando a esse ponto da conversa, Alba percebeu que tentar argumentar com ele era inútil.
Agora, havia apenas dois caminhos diante dela.
Ou arriscava tudo, deixava ele expor fotos íntimas dos dois na internet, aceitava ser chamada de amante por todos, pagava a multa de trezentos mil de quebra de contrato ao escritório de advocacia, pedia demissão e saía do Grupo Soares para sempre.
Ou ficava ao lado dele, sendo uma substituta que precisava engolir todo e qualquer orgulho.
O último, ela preferia morrer a aceitar.
Porém, no primeiro caso, mesmo que não temesse perder o emprego ou ser chamada de amante, ela não tinha como pagar a enorme multa da quebra de contrato nem que a sua vida dependesse disso...
Por isso, sentia-se presa entre a cruz e a espada, sem escapatória nem para frente nem para trás...
Vendo que ela não dizia nada, o homem achou que ela tinha cedido. Ele a ergueu nos braços, caminhou até a sala de jantar e a sentou.
Havia um café da manhã requintado servido para dois.
Jefferson a colocou na cadeira e acariciou seus longos cabelos:
— Termine de comer, troque de roupa e eu te levo para a empresa.
Alba estava sem apetite e empurrou o prato para o lado:
— Eu vou com esta roupa mesmo.
Vendo que ela continuava teimosa, Jefferson a puxou da cadeira diretamente para o seu colo. O tom dele era calmo, mas carregava um aviso:
— Alba, se quiser se opor a mim, a menos que seja tão poderosa quanto eu, só lhe resta ser obediente e me ouvir.
Alba o encarou de volta:
— Sr. Soares, eu não lhe devo nada. Com que direito o senhor me trata assim?
Os longos dedos do homem acariciaram o queixo dela:
— Porque este seu rosto é idêntico ao de Stella. É impossível que eu a deixe ir.
Dito isso, ele pegou a colher, pegou um pouco do mingau e levou à boca dela:
— Seja boazinha. Coma.
Alba franziu a testa.
Virou o rosto, recusando-se a abrir a boca.
Ele estendeu a mão, segurou o rosto dela de volta, e a voz ficou mais grave:

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