Alba caminhou a passos lentos até ele, mas o homem de repente segurou seus ombros e a empurrou contra a parede atrás dela.
Antes que ela pudesse reagir, ele abaixou a cabeça e deu uma mordida forte em seus lábios.
Ele fez de propósito.
Mordeu até sangrar.
Do machucado, o sangue logo começou a escorrer.
Alba soltou um gemido de dor e, cheia de ressentimento, deu um tapa no ombro dele.
Depois de soltá-la, o homem passou o polegar áspero sobre a ferida sangrando no lábio dela, e sua voz fria carregava um tom de aviso:
— De agora em diante, não ouse se aproximar muito de Leôncio.
Dizendo isso, ele enfatizou:
— Na verdade, não é permitido se aproximar de nenhum homem além de mim, entendeu?
Alba era linda.
Geralmente, vestia-se de forma simples e discreta, como uma pérola rara escondida em uma caixa de joias, ofuscando seu próprio brilho.
Mas, com o mínimo de produção, ela se tornava chamativa demais.
Isso o fazia sentir que seu tesouro particular corria o risco constante de ser roubado.
— Seu louco!
Alba praguejou baixinho.
Seis anos atrás, ele já era paranoico e dominador desse jeito.
Restringia suas amizades.
Proibia que ela fosse a encontros de ex-alunos.
Até para sair para comer com as amigas, ela precisava pedir permissão.
Tinha uma necessidade doentia de controle.
— Jefferson, dá para parar de loucura?
Quanto mais Alba pensava naquilo, mais irritada ficava, rosnando o nome dele sem nenhuma formalidade.
Jefferson não se irritou; em vez disso, puxou o corpo dela para si e sussurrou suavemente em seu ouvido:
— Se a minha loucura tem cura ou não, só depende da sua capacidade de interpretar bem o papel de Stella.
— Você... é doente!
Alba, levada ao extremo da raiva, ficou com os olhos marejados.
Vendo que ela tinha a ousadia de perder a paciência com ele, Jefferson achou a situação inusitada e continuou sem se irritar.

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