Mas, antes mesmo que conseguisse sair do colo dele, Jefferson a puxou de volta.
No instante seguinte, os lábios dela foram tomados pelo beijo frio e impetuoso dele.
Por mais que Alba tentasse empurrá-lo, era inútil. Ela tinha usado Miguel como escudo para afastá-lo, mas Jefferson a beijou com ainda mais ferocidade.
Ele parecia completamente fora de si.
Só depois de um longo tempo ele enfim soltou os lábios dela, encostou a testa na sua e respirou pesadamente:
— Você acha que usar o Miguel como escudo vai ajudar você a fugir de mim? Alba, mesmo que você seja mulher dele, eu ainda vou tirar você dele.
— Você é... um sem-vergonha!
Alba puxava o ar com dificuldade. Com o colarinho desabotoado, o peito subia e descia intensamente.
Jefferson apertou ainda mais o corpo esguio dela nos braços e mordeu de leve o lóbulo de sua orelha:
— Quer apostar que eu posso ter você aqui e agora?
Em pânico, Alba segurou a mão dele, que deslizava em direção às suas pernas:
— Você disse que não ia tocar em mim...
— Eu disse que não tocaria em você, mas não disse que você não poderia tocar em mim.
— O quê...?
A mente de Alba ficou em branco, mas logo ela entendeu o que ele estava querendo que ela fizesse.
Baixando o olhar e vendo o volume indisfarçável sob a calça social dele, Alba o empurrou, saiu de seu colo e fugiu com o rosto em chamas.
Ela já conhecia a loucura dele nesses momentos íntimos.
Se ficasse ali mais tempo, ele não a deixaria em paz.
Nem que fosse só usando as mãos...
Observando a mulher fugir em pânico, Jefferson se recostou na cadeira e fumou vários cigarros em sequência, até o corpo se acalmar aos poucos.
Ao voltar para a Mansão Palmeira Real, foi direto para o escritório.
Lá, ligou para Murilo.
— Por que não descobrimos antes que a Alba tem três filhos? Que tipo de trabalho você está fazendo?
Ele tinha mandado Murilo investigar Alba, mas nos arquivos não havia nenhum registro de que ela tivesse filhos.

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