A frustração acumulada de Jefferson, detonada por aquela única frase, fez seu rosto escurecer num instante.
— Por que você quer que a Alba saia do Grupo Soares?
A voz dele deixava clara a insatisfação.
Mesmo sabendo que ele ficaria furioso, Adelina continuou:
— Desde que a Alba entrou no Grupo Soares, eu vivo insegura, Jefferson. Tenho medo de que, um dia, ela acabe te tirando de mim. E, pior ainda, tenho medo de que você passe a vê-la como uma segunda Stella.
Ao chegar a esse ponto, ela criou coragem para lembrá-lo de uma verdade incômoda:
— Jefferson, Stella morreu. Eu sei que você se sente culpado, mas Alba não é ela. Eu realmente não quero ver você preso ao passado para sempre.
Aquelas palavras vinham do fundo do coração.
No entanto, ao ouvi-las, o olhar de Jefferson ficou glacial, e seus lábios se comprimiram numa linha rígida:
— Alba não fez nada de errado, e eu não tenho motivo nenhum para mandá-la embora do Grupo Soares. Quanto ao resto do que você disse, são problemas meus e não têm nada a ver com ela. Não quero mais ouvir nada parecido com isso.
Suas palavras tinham o peso de um aviso.
Adelina tentou argumentar, mas Jefferson não lhe deu espaço e a interrompeu com frieza:
— Volte para o quarto e vá descansar.
Adelina não ousou irritá-lo ainda mais, mas se sentiu profundamente injustiçada.
No fim, saiu do escritório com os olhos vermelhos.
Ao voltar para o quarto, Patricia viu sua expressão abatida e suspirou, cutucando a testa da sobrinha com uma mistura de pena e irritação:
— O Jefferson não aceitou mandar a Alba embora do Grupo Soares, não foi?
Adelina assentiu, entristecida.
— Ele não só se recusou a tirá-la da empresa, como ainda me proibiu de me meter nos assuntos dele de agora em diante.
Ao dizer isso, as lágrimas começaram a cair, e ela desabafou com Patricia:


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