Murilo pegou o lenço com cuidado:
— O senhor vai fazer um teste de DNA nas crianças?
— Para que você acha que eu fui à casa da Alba no meio da noite?
Murilo abriu a boca, querendo dizer que um teste de paternidade seria inútil.
Afinal, a investigação anterior havia sido clara: Alba tivera os filhos há sete anos, ela não podia ser Stella Soares, muito menos dar à luz filhos do Sr. Soares.
No entanto, ele sabia que, uma vez que o Sr. Soares tivesse uma suspeita, precisaria de provas concretas para dissipar a dúvida.
Murilo pensou por um momento e disse:
— Esse assunto do teste de paternidade pode ter proporções enormes. Se vazar, o impacto será muito grande. Precisamos de alguém de confiança para cuidar disso.
— Hum...
Jefferson ponderou por um instante e respondeu:
— Entregue para o Felipe Fogaça.
— O Sr. Fogaça é seu amigo de infância, e a Família Fogaça tem laços de parentesco com a Família Soares. Além disso, ele é o diretor do Hospital Brisamar. Nas mãos dele, o processo será totalmente seguro.
— Hum...
Jefferson olhou para o relógio de pulso:
— Vá lá agora mesmo.
— Agora?
Murilo suou frio.
O Sr. Soares estava tão ansioso que, se o resultado não fosse o que ele desejava, a decepção seria imensa.
Enquanto estava distraído, o encosto do banco foi chutado, e a voz fria do homem soou:
— Dirija.
— Sim, senhor.
Logo, o Rolls-Royce seguiu em direção ao apartamento onde Felipe morava.
Mais de meia hora depois, o carro parou na frente do prédio do Ilha Bela.
Murilo esperou no carro enquanto Jefferson subia sozinho.
A campainha tocou várias vezes até que a porta finalmente se abrisse.
Felipe usava um roupão de banho e estava com o cabelo molhado.
Devia ter acabado de sair do banho. Pelo colarinho aberto, viam-se algumas marcas de beijos bem evidentes na clavícula e no pescoço.

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