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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 266

— Não podia simplesmente falar bobagem como aquela fechadura inteligente...

Quando ela estava no meio desse dilema, alguém bateu na porta do escritório.

Logo em seguida, a voz suave e agradável de Alba ecoou:

— Sr. Soares...

Murilo deu uma risadinha e comentou:

— Sr. Soares, veja só, o senhor acabou de se tornar o dono da Capital & Compliance Advogados e a Dra. Aragão já veio procurá-lo. Ela realmente gosta do senhor...

O homem massageou as têmporas onde as veias pulsavam, e de seus lábios finos escapou apenas uma palavra:

— Fora.

Murilo caminhou rapidamente até a porta e a abriu, olhando para Alba como se visse sua salvadora, e exclamou:

— Minha santa!

Depois de dizer isso, ele fugiu como se sua vida dependesse daquilo.

Alba ficou confusa. Após uma pausa de dois segundos, a voz fria de Jefferson soou:

— Entre.

Alba deu um passo para dentro, com a intenção inicial de fechar a porta.

No entanto, ao olhar para a maçaneta, lembrou-se da senha de voz embaraçosa de sua própria casa e, franzindo a testa, deixou a porta totalmente escancarada.

O seu pequeno gesto carregava um profundo ressentimento, o que Jefferson naturalmente notou.

Ele se levantou com um ar de condescendência, aproximou-se e fechou a porta para ela.

E, batendo intencionalmente na madeira, disse:

— Se a Dra. Aragão acha muito incômodo fechar a porta, podemos trocar esta também por uma fechadura inteligente...

Ao dizer isso, o homem se inclinou na direção dela, seus dedos longos segurando-lhe o queixo.

— O que você acha que deveria ser a nova senha de voz para esta porta?

— Sr. Soares.

Alba afastou a mão dele, recuou dois passos para manter a distância e declarou:

— Naquela noite, Miguel e eu dissemos algumas coisas pelas suas costas que lhe desagradaram, e peço desculpas por isso. Por favor, poderia mudar a senha da minha porta, sim?

— Não.

— ...

Alba cerrou os dentes.

Ela sabia que ele não a deixaria em paz tão facilmente.

De qualquer forma, assim que encontrasse um novo apartamento, ela simplesmente se mudaria.

Enquanto ela estava distraída em seus pensamentos, Jefferson agarrou de repente o seu pulso.

— Você gravou isso também?

O homem estendeu a mão e colocou uma mecha do longo cabelo dela atrás da orelha.

— Fazer o quê? A culpa é da Dra. Aragão por não ser uma boa garota.

— Você... não me toque.

Os dedos dele estavam frios e, ao tocarem a orelha quente dela, provocaram um arrepio que a fez virar o rosto, desconfortável, tentando se esquivar.

No entanto, no instante seguinte, o homem a puxou para os seus braços e mordeu os lábios dela com força.

Ela murmurou em protesto, tentando empurrá-lo, mas ele a encostou contra a parede próxima, aprofundando ainda mais o beijo.

Ao mesmo tempo, em um movimento perverso, ele estendeu a mão e abriu a porta.

Assustada, Alba encolheu-se contra o peito dele.

Se alguém passasse por ali, veria os dois se beijando.

— Vai ser boazinha agora?

O homem segurou o seu pequeno rosto, exigindo uma resposta.

Pelo canto do olho, Alba viu alguns colegas passarem pelo corredor, o que a apavorou a ponto de esconder o rosto ainda mais fundo no peito dele.

Enquanto as pequenas mãos dela agarravam a gola da sua camisa, o homem ergueu a perna para chutar a porta, fechando-a. O seu braço envolveu a cintura fina dela, levantando-a e colocando-a sobre a mesa do escritório, antes de beijá-la novamente.

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