Alba estava ofegante, quase sufocando, quando ele finalmente a soltou.
Vendo o rostinho dela corado, apoiada fracamente no seu ombro, ela parecia ter sido terrivelmente judiada.
O homem encostou a testa na dela, o hálito quente queimando a sua pele.
— Dra. Aragão, agora você pode cumprir a sua promessa?
— O quê...
A respiração de Alba estava desregulada, a sua voz saía fraca e a sua mente girava confusamente. Por um momento, ela não conseguiu processar o que ele queria dizer.
Jefferson apoiou os braços em ambos os lados do corpo dela, inclinando-se até que os seus olhos estivessem no mesmo nível, e disse em um tom suave:
— Me pague um almoço.
— ...
Ele era realmente obstinado.
Depois de estabilizar a respiração, Alba tentou encontrar uma desculpa:
— O Sr. Soares tem um paladar exigente, gosta de restaurantes sofisticados. Eu não tenho condições de pagar algo assim.
— E quem disse que precisa ser um restaurante sofisticado?
Jefferson levantou a mão, bagunçando levemente o topo do cabelo macio dela.
— A comida caseira que comi na sua casa da última vez estava ótima. Hoje à noite vou até a sua casa e você cozinha para mim de novo, que tal?
Alba recusou veementemente, como se enfrentasse um grande perigo:
— Não!
O homem franziu a testa, erguendo o rosto dela ainda mais, e lançou uma ameaça clara:
— Vai voltar atrás de novo?
Alba cobriu os lábios ainda levemente inchados, com medo de que ele atacasse novamente, e acabou cedendo.
— Pode ser em qualquer restaurante por aí, mas não na minha casa.
Ele era perspicaz e astuto demais. Ela temia que, se ele tivesse muito contato com as crianças, acabasse suspeitando da verdade.
No entanto, a postura do homem foi inflexível.
— Eu só quero comer a comida que você prepara.
Alba ficou sem palavras. Depois de pensar um pouco, tentou negociar:
— Então mude a senha da fechadura da minha casa, e eu cumprirei a promessa.
— Sua espertinha.
O homem abaixou a cabeça, dando uma leve mordida nos lábios dela.
— Uma coisa de cada vez. Nada de impor condições.

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