— Eu não vou esperar mais, volto para falar com o Dr. Fogaça mais tarde...
Leôncio jogou aquelas palavras apressadamente e afastou-se a passos largos.
...
Nove horas.
No balcão de retirada de exames do laboratório de genética.
O funcionário do laboratório entregou pessoalmente um laudo de DNA lacrado a Felipe.
Felipe nem sequer olhou para o envelope, apenas virou-se e o entregou a Jefferson:
— Quer ir para o meu consultório?
— Não.
O homem baixou os olhos, encarando fixamente o envelope que apertava entre os dedos, com a voz rouca:
— Vou voltar para a empresa.
Após dizer isso, deu um tapinha no ombro dele:
— Depois eu te pago um jantar.
Dito isso, virou-se e partiu.
— Eu te acompanho.
Felipe hesitou por alguns segundos e o seguiu.
Mal os dois haviam saído, Leôncio veio do outro lado do corredor, bateu na porta e entrou no escritório do laboratório de genética. De forma educada e cordial, disse ao funcionário:
— Olá, sou amigo do Dr. Fogaça, ele me recomendou vir aqui...
O funcionário, vendo que Leôncio tinha um semblante gentil, polido e uma aura elegante, parecendo ser um profissional de elite, e ainda ouvindo que era amigo do Dr. Fogaça, respondeu com muita polidez:
— Senhor, de que tipo de exame médico o senhor precisa?
Leôncio fingiu estar um pouco constrangido e coçou o nariz:
— Bom, eu gostaria de fazer um teste de paternidade, então vim me informar primeiro...
O funcionário se surpreendeu por um momento, mas logo sua expressão voltou ao normal:
— Ah, para isso, será necessário que o senhor forneça os documentos relevantes, além de amostras de DNA das partes envolvidas no teste.
— Entendo.
Leôncio fez uma expressão de quem havia compreendido e, de repente, perguntou:

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