Ela se levantou, foi até o banheiro e lavou o rosto.
Quando voltou, recebeu uma mensagem no WhatsApp de Gabriela.
Ela avisava que já havia levado as crianças para casa.
Alba abriu o aplicativo da câmera de segurança e viu Gabriela sentada na sala, acompanhando os três pequenos enquanto comiam frango frito e bebiam refrigerante.
Só então os nervos tensos de Alba relaxaram, e ela voltou a trabalhar.
Perto das oito e meia, ela finalmente terminou de revisar a grossa pilha de contratos e foi ao escritório do presidente para entregar o serviço.
Àquela altura, Jefferson havia trocado de roupa. Vestia uma blusa preta de gola alta sob um casaco escuro e elegante.
Ele devia ter acabado de tomar banho. Seus cabelos estavam levemente úmidos e caíam soltos sobre a testa, e sua expressão fria exalava uma aura limpa e contida.
Mesmo a certa distância, ela ainda conseguia sentir o aroma amadeirado e fresco que emanava dele.
Alba ficou em pé diante da mesa, observando o homem que examinava os contratos de cabeça baixa, levemente hipnotizada pela cena.
Após cerca de cinco ou seis minutos, Jefferson assentiu satisfeito:
— Está bom.
— Então eu já vou indo.
— Hm.
Alba sentiu um enorme alívio e saiu rapidamente do escritório.
Voltou para sua mesa, pegou a bolsa e caminhou em direção aos elevadores.
Porém, ao chegar lá, percebeu que os elevadores de funcionários estavam interditados para manutenção devido a uma falha técnica.
E pior: os oito elevadores estavam parados.
Ela ligou para a equipe de manutenção, e lhe disseram que demoraria pelo menos uma hora.
Alba suspirou, frustrada.
De salto alto, descer trinta e um andares de escada certamente lhe encheria os pés de bolhas.
Foi então que uma voz gélida soou atrás dela.
— Venha cá.
As costas de Alba enrijeceram.
Ao se virar, viu Jefferson dentro do elevador privativo.
Uma mão grande e de ossos marcados segurava a porta do elevador enquanto ele a observava com um olhar calmo.
Alba acenou apressadamente com as mãos:
— Sr. Soares, pode ir. Eu desço pelas escadas.


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