Alba explicou com a voz amena:
— Eu só estava avisando minha família que chegarei mais tarde.
— O namorado?
Alba não respondeu de imediato.
Ela pausou por um momento e acenou com a cabeça. O homem repuxou os cantos da boca com desdém:
— Ele não consegue sobreviver sem você? Eu acho que já passou da hora de dar um pé na bunda desse seu namorado inútil.
Alba cerrou os dentes.
Ela mordeu o canto do lábio.
Teve muita vontade de responder um belo "não é da sua conta"!
Mas lhe faltava coragem.
Então retrucou de forma simples:
— Basta que eu goste dele.
Jefferson ficou calado.
O rosto dele fechou-se ainda mais.
Por algum motivo, ao ouvi-la dizer aquilo, um sentimento de irritação brotou em seu peito.
Sentiu até um impulso repentino de puxá-la para seus braços e beijá-la até que ela perdesse o fôlego!
Ele respirou fundo, ergueu a mão e massageou as têmporas latejantes.
Percebeu que, em seu subconsciente, estava novamente fantasiando que ela era Stella...
Naquele momento, ela estava a apenas um metro de distância.
O rosto dela era puro e delicado.
Um suéter bege, leve e justo ao corpo, destacava com perfeição a fartura de seus seios e a finura de sua cintura.
O cabelo estava frouxamente preso na nuca com uma presilha, dando-lhe um ar doce e inofensivo, uma fragilidade que fazia qualquer um pensar que ela era uma presa fácil.
Somado às suas feições ligeiramente juvenis, aquilo era capaz de despertar os desejos mais sombrios no íntimo de um homem.
O olhar que o homem pousou nela tornou-se profundo e ardente.
Seu pomo de adão se moveu ao engolir em seco.
Irritado, ele puxou a gravata e a jogou sobre a mesa.
Mal sabia ele que esse simples gesto fez um calafrio percorrer a espinha de Alba, que se encolheu instintivamente para trás.
No passado, Jefferson adorava usar cintos ou gravatas para amarrar os pulsos dela.
Ele costumava prendê-la contra essa mesma mesa, consumindo-a implacavelmente...


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