Depois de ouvir, Nanto falou em um tom sério: "Parece que o Sr. Toledo não conseguiu educar sua filha adequadamente. Ela não respeita a irmã e desperdiça comida. Será que você nunca aprendeu a apreciar o trabalho árduo dos agricultores, onde cada grão é fruto de muito suor?"
Carolina ficou sem palavras: "..."
Ela se levantou do chão e lançou um olhar furioso para Nanto. Mas logo seu ímpeto diminuiu - diante do rosto sério e bonito de Nanto, Carolina sentiu um calafrio.
Ela se sentiu aliviada por não ter se casado com aquele homem do interior. Seus olhos eram assustadores, muito diferentes de seu amado Cornelio.
"Eu... Eu... Eu posso lhe pagar outra refeição."
Disse Carolina, gaguejando: "Ela me fez cair e até machucou dois dos meus seguranças. Por isso, deveria cobrir meus custos médicos."
"Ela estava se defendendo, então foi em legítima defesa."
Respondeu Nanto com firmeza.
Carolina abriu a boca para retrucar, mas quando Nanto a encarou, ela não conseguiu dizer nada.
"Diga-me, por que trouxe dois seguranças para ver sua irmã? Você veio aqui para intimidá-la, para zombar dela por ter se casado comigo, um homem do campo? Ou será que cobiçou o presente da minha avó e veio com reforço pra tomar o colar de rubi dela à força?"
Carolina permaneceu em silêncio: "..."
Ele conseguia ler mentes?
Como esse homem do campo havia adivinhado o que ela estava pensando?
"Eu... eu não... Estou indo embora agora."
Rapidamente derrotada, Carolina não queria ficar ali nem mais um segundo. Ela chamou seus seguranças e saiu correndo.
Na hora de fugir, correu feito o vento - como se o Nanto fosse quebrar as pernas dela se pisasse devagar demais.
O comportamento de Nanto deixou Leona muito feliz.
Pelo menos ele não era do tipo que ficava em cima do muro.
"Sr. Barreto, obrigada."
Agradeceu Leona.
Nanto olhou para ela, tentando memorizar seu rosto, mas, infelizmente, ele sabia que, se virasse as costas, logo a esqueceria novamente.
Nanto deu uma olhada na loja e acenou com a cabeça.
O casal foi em direção à cafeteria.
Priscila os seguiu a uma certa distância, deliberadamente diminuindo a velocidade, observando as costas do casal, achando-os bem compatíveis.
Pena que o Sr. Barreto era gay.
Alguns minutos depois.
Priscila serviu uma xícara de café para cada um deles, junto com alguns doces delicados, e sabiamente se afastou, deixando o casal em privacidade.
"Sua madrasta e sua irmã costumam incomodá-la?"
Perguntou Nanto em voz baixa.
"Minha madrasta raramente aparece. Carolina é minha concorrente e, como seu negócio não está indo tão bem quanto o meu, ela sempre tenta me causar problemas, mas nunca tira vantagem."
"Muitas vezes, Carolina nem aparece pessoalmente. Ela só precisa gastar um pouco de dinheiro, e muita gente vem me incomodar."

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