--- Então não pára… — pediu, num sussurro trêmulo, quase implorando.
Um som baixo, gutural, escapou da garganta de Taylor. Ele voltou a beijá-la, agora com mais força, mais intensidade, explorando cada curva, cada centímetro da pele molhada. A mão que acariciava o seio desceu até a base das costas, apertando de leve, enquanto o quadril dele fazia movimentos lentos, provocantes, contra a intimidade dela, arrancando dela novos gemidos abafados.
A água quente caía forte, mas nada conseguia competir com o calor que consumia Taylor e Lila. O vapor envolvia os dois como uma nuvem densa, o som abafado do chuveiro misturando-se à respiração pesada e aos gemidos contidos que escapavam, um após o outro.
Taylor ainda a mantinha suspensa, o corpo dela pressionado contra o vidro embaçado, as pernas firmemente entrelaçadas ao redor da cintura dele. As mãos grandes seguravam-na com força, guiando os movimentos, colando-a mais e mais contra si. O membro rígido dele deslizava contra a intimidade úmida de Lila, apenas com o atrito da pele, e isso era insuportavelmente delicioso para os dois.
Lila enterrou os dedos nos cabelos molhados dele, puxando de leve, sentindo o corpo inteiro estremecer a cada roçar. Os lábios entreabertos deixavam escapar suspiros trêmulos, misturados a pequenos gemidos que ecoavam pelo banheiro abafado.
— Taylor… — ela arfou, com a voz fraca, embargada.
Ele ergueu o rosto, os olhos azuis escurecidos pelo desejo, encarava as feições dela. A respiração quente batia contra os lábios úmidos dela, e um sorriso lento, rouco, se espalhou pelos cantos da boca dele.
— Olha pra mim, princesa… — murmurou, com a voz baixa, grave, quase um comando.
Lila obedeceu, abrindo os olhos com dificuldade, perdida no olhar dele. A conexão era sufocante, íntima demais, como se o mundo inteiro tivesse desaparecido ao redor.
Taylor segurou com mais firmeza na cintura dela, guiando o quadril dela contra o dele, lento, provocante, calculado. O atrito era quente, úmido, cada movimento arrancava dela gemidos mais altos, e a expressão de Taylor deixava claro o quanto ele estava lutando para manter o controle.
— Olha o que você faz comigo, Lila. — ele sussurrou contra os lábios dela, a voz rouca, pesada, carregada de desejo. — Sente como eu to louco por você?
Ela assentiu com um gemido abafado, com os olhos fechados, o corpo entregue e a respiração completamente fora de controle. A cada investida lenta, o prazer subia mais, como uma onda crescente impossível de conter.
A boca dele percorreu o pescoço dela, deixando beijos quentes e molhados na pele sensível, descendo até o ombro, voltando à base da garganta. Os dedos dele cravavam na pele da cintura, guiando o ritmo com precisão.
Lila gemeu mais alto, e o som fez Taylor soltar um grunhido baixo, rouco, colando ainda mais o corpo ao dela. O calor entre eles parecia incendiar cada centímetro da pele.
E então, aconteceu.
O atrito aumentou, os movimentos se tornaram mais firmes, mais intensos, e Lila arqueou as costas com força, os dedos se enterraram nos ombros dele e um gemido profundo e trêmulo escapou de sua garganta, fazendo ela fechar os olhos com força.
— Taylor! — o nome dele saiu num sopro desesperado, um pedido e uma rendição ao mesmo tempo.
O corpo dela tremeu inteiro, o prazer a invadiu como uma corrente elétrica que a deixou sem ar. A respiração ficou presa na garganta por alguns segundos, até que um suspiro pesado escapou e os músculos das pernas dela apertaram ainda mais ao redor da cintura dele.
— Ann…
Taylor parou por um instante, sentindo o corpo dela pulsar contra o dele, e fechou os olhos. Lutava com cada fibra do próprio corpo para não perder o controle ali mesmo.
Ele apoiou a testa no ombro dela, com a respiração quente, pesada, descompassada e, os braços envolveram a cintura de Lila com mais força, mantendo-a colada a si.
— Droga, Lila… — murmurou com a voz rouca, e os lábios roçando a pele dela. — Você vai me matar assim.
Lila ainda arfava, tentando recuperar o fôlego, o corpo inteiro tremendo de sensibilidade, enquanto os dedos deslizavam pelos ombros largos dele. Mas, antes que pudesse responder, Taylor ergueu o rosto devagar.
Os olhos azuis estavam escuros, famintos. Havia um brilho intenso ali, algo entre desejo e rendição. Ele mordeu o lábio inferior, controlando a respiração, e sussurrou contra a boca dela, baixo, rouco:
— Eu te quero… muito mais do que devia.
Lila ainda estava apoiada contra o vidro embaçado, o corpo trêmulo e sensível depois do orgasmo intenso, tentando recuperar o fôlego. Taylor, por sua vez, a segurava firmemente pela cintura, sentindo os músculos tensos e a respiração acelerada. Mas o desejo… estava longe de ter acabado.
Ela abriu os olhos devagar, ainda respirando rápido, e encontrou os olhos azuis escuros dele, que brilhavam com um fogo contido, como se lutar contra aquilo fosse inútil. Com um sorriso provocante, Lila levou as mãos até os ombros dele, deslizando devagar até o peito molhado e firme.
— Taylor… — murmurou, a voz rouca, um desafio escondido nas palavras. — Tá se controlando por quê?
— Droga, Lila… eu não vou aguentar muito mais… — ele murmurou contra a pele dela, os movimentos agora mais intensos, mais profundos, mais desesperados.
O quadril dele aumentou o ritmo, e Lila soltou um gemido alto, sentindo os joelhos tremerem, e o corpo inteiro arrepiar.
— Taylor… eu… — tentou dizer, mas a voz se perdeu num suspiro longo e trêmulo.
E então, quase ao mesmo tempo, os dois atingiram o ápice.
Lila sentiu o corpo estremecer, um orgasmo quente e profundo a invadindo com intensidade, as pernas ficando fracas enquanto o prazer se espalhava por cada centímetro da pele. Taylor grunhiu baixo contra o pescoço dela, pressionando o corpo com força contra o dela, gozando com um gemido rouco, e os dedos cravados na cintura dela.
Por alguns segundos, o mundo parou. Só havia o som da água caindo, o eco das respirações pesadas e o calor entre os dois.
Taylor apoiou a testa no ombro dela, ainda ofegante, os braços envolvendo a cintura de Lila com firmeza, como se precisasse dela para se manter de pé. Ele respirava rápido, tentando recuperar o fôlego, mas não resistiu em morder de leve a pele do ombro dela antes de sussurrar, baixo, rouco, possessivo:
— Você vai acabar comigo, princesa…
Lila abriu os olhos devagar, ainda trêmula, e virou o rosto o suficiente para encontrar os olhos azuis intensos dele. Um sorriso fraco, satisfeito, surgiu nos lábios dela.
— Esse é o plano, cowboy… — sussurrou, ainda sem fôlego.
Taylor soltou um riso baixo, rouco, colando os lábios dela num beijo lento, profundo e preguiçoso, cheio de promessas silenciosas.
O vapor ainda os envolvia, o corpo de ambos ainda estava quente e as batidas dos dois corações ainda estavam acelerados.
E, pelo jeito que Taylor a olhava, os dois sabiam: não estavam nem perto de terminar.

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