O vapor do banho ainda preenchia o banheiro, criando uma neblina densa que deixava o ar quente, pesado e úmido. As gotículas de água desciam pelos azulejos em trilhas preguiçosas, e o silêncio carregado tornava o ambiente quase sufocante. O coração de Lila ainda martelava no peito, os pulmões buscavam por ar através de respirações curtas, como se o corpo ainda tentasse se recuperar do orgasmo intenso que a havia deixado trêmula minutos antes.
Ela se apoiou contra o box, os cabelos úmidos grudando na pele, o corpo inteiro latejando, ainda sensível. Tentava recuperar o fôlego, mas a mente estava um caos, incapaz de organizar os pensamentos. Cada lembrança recente vinha como um soco, o toque dele, o gosto dele, o calor dele… e o desejo que só parecia aumentar.
Taylor, por sua vez, estava encostado na pia, passando uma toalha devagar pelos ombros largos, ele se enxugava devagar, como se soubesse exatamente o efeito que tinha sobre ela.
Lila tentou não olhar. Tentou mesmo. Mas fracassou espetacularmente. Seu olhar desceu por conta própria, explorando o corpo dele como se tivesse vontade própria. Ombros largos, músculos definidos, a pele bronzeada salpicada por gotas de água que desciam em caminhos tentadores pelo abdômen marcado… e quando seus olhos ousaram ir um pouco mais abaixo, o ar pareceu sumir dos pulmões.
O membro dele ainda estava rígido, evidente, pulsando desejo.
Lila sentiu o rosto inteiro pegar fogo. O coração disparou de novo, os lábios se entreabriram, e uma onda de calor subiu das bochechas até as orelhas. A vergonha queimava, mas, mais do que isso, havia uma fome silenciosa no fundo de seu peito que só piorava o constrangimento.
Taylor percebeu. É claro que percebeu.
Um sorriso lento, perigoso e absurdamente provocador surgiu no canto de seus lábios. Ele se apoiou na pia com um braço, cruzando o outro sobre o peitoral, deixando o corpo ainda mais exposto de propósito, como se fosse um jogo. Os olhos azuis a encaravam com um brilho malicioso que deixava Lila ainda mais sem reação.
— Gostou do que viu, princesa? — ele murmurou, com a voz rouca, arrastada, carregada de pura tentação.
Lila piscou rápido, tentando desviar o olhar, mas falhou miseravelmente. Abriu a boca para responder, mas nada saiu. Em vez disso, apenas um suspiro curto, saiu de seus lábios, e isso, fez Taylor soltar um riso baixo, grave, como quem saboreia a própria vitória.
Ele deu um passo à frente. Como um predador cercando a presa. Quando parou, estava tão perto que o calor do corpo dele invadiu cada centímetro do dela, fazendo os joelhos de Lila fraquejarem. O olhar dele era intenso, faminto, carregado de desejo. Ele inclinou o rosto, seus lábios quase tocaram a pele sensível de seu ouvido, e sussurrou com aquela voz baixa que parecia um pecado:
— Só pra constar… — a ponta dos lábios roçou levemente seu pescoço úmido, provocando um arrepio violento — ainda tô faminto por você.
Lila soltou um gemido abafado, involuntário, e odiou o jeito como o corpo dela a traía. Ela fechou os olhos, tentando se recompor, mas cada segundo perto dele só aumentava o caos dentro dela.
Taylor sorriu de lado, satisfeito, e deixou os dedos deslizarem lentamente pelo pescoço dela, descendo com calma, até alcançar o ombro.
— Taylor… — ela murmurou, tentando protestar, mas a voz saiu baixa.
— O que foi, princesa? — ele perguntou com um sorriso perigoso, aproximando ainda mais o corpo grande. — Quer me ajudar… ou prefere que eu resolva sozinho?
O olhar dele desceu descaradamente pelo corpo dela, e Lila ficou sem ar. Arregalou os olhos, empurrando o peito dele de leve, tentando ganhar espaço, mas Taylor nem se mexeu. Ao contrário: segurou os dois pulsos dela e os ergueu, prendendo-os suavemente acima da cabeça, forçando-a a encará-lo.
— Você é impossível… — ela sussurrou, desviando o rosto, tentando disfarçar o próprio estado.
— Não, princesa… — ele disse, com a voz grave, deixando os lábios perigosamente perto dos dela. — Impossível… é eu ficar longe de você.
Antes que pudesse reagir, ele a puxou pela cintura e a beijou com uma intensidade avassaladora. O beijo foi profundo, quente, desesperado, como se o mundo inteiro tivesse parado ali. Lila gemeu contra os lábios dele, com as mãos ainda presas, sentindo o corpo ser tomado por aquela urgência que só ele era capaz de provocar.
Quando se separaram para respirar, Taylor encostou a testa na dela, tentando controlar a respiração e o desejo que gritava dentro de si, e murmurou contra sua boca:
— Isso não vai ser suficiente.

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