Ele riu baixo, ainda acariciando o cabelo dela.
— É o melhor que a gente pode fazer agora, minha pequena.
— Agora? — Ela sentou na cama, olhando pra ele como se não acreditasse. — Você saiu do banho desse jeito, deitou do meu lado, me chama de “minha princesa”, me puxa pra perto e… quer dormir?
Taylor piscou, confuso com a indignação súbita.
— Lila…
— Taylor! — ela exclamou, jogando as mãos no ar. — Você não vai… transar comigo?
Ele arregalou os olhos, completamente pego de surpresa.
— O quê?!
— É isso mesmo que você ouviu! — ela respondeu, já rindo nervosa. — Eu aqui, praticamente implorando com o olhar, e você me trata como se eu fosse uma porcelana que vai quebrar!
Taylor passou as mãos pelo rosto, entre incrédulo e desesperado.
— Meu Deus, Lila… eu só estava tentando… cuidar de vocês dois.
— Cuidar? — Ela cruzou os braços, desafiadora. — Amor, se for pra cuidar assim, eu morro de abstinência antes do bebê nascer.
Ele arregalou os olhos de novo, completamente sem saber o que dizer.
— Nã-Não é isso amor, é que….
— Vai me deixar dormir com tesão, é isso? — rebateu, bufando.
— Lila amor, é que…
— Eu tô grávida, não sou de cristal!
— Pequena é que eu tenho ….
— Vai fazer greve, não é? — Lila explodiu, os olhos faiscando, as bochechas coradas, a voz misturando raiva e provocação. — Quero só ver até quando vai aguentar!
Antes que Taylor pudesse dizer qualquer coisa, ela puxou o cobertor de um jeito teatral, se virou de costas e se enfiou debaixo dele, deixando só o cabelo ruivo espalhado sobre o travesseiro.
Taylor ficou parado por um instante, piscando, tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Bufou alto, passou as mãos pelos cabelos molhados e olhou para o teto, como quem pedia ajuda divina.
— Senhor… dá-me força… e paciência. De preferência as duas, porque se ela começar a provocar, eu tô perdido. — murmurou, em voz baixa, olhando para o nada.
Do outro lado da cama, Lila fingia que dormia, mas o cobertor tremia com o riso que ela tentava conter.
Taylor suspirou e se deitou, virando o corpo de lado, tentando se manter a uma distância segura. Mas bastou sentir o perfume dela, aquele cheiro doce, para o autocontrole começar a fraquejar.
Ele fechou os olhos, tentando pensar em qualquer coisa que não envolvesse a mulher linda, furiosa e tentadora que dormia a menos de um palmo de distância.
Mas, como era de se esperar, Lila não ia deixar barato.
De repente, ela se virou na cama, encarando-o com o olhar mais indignado e irresistível que ele já tinha visto.
— Eu ainda não acredito que você vai fazer isso comigo Taylor Remington.
Taylor suspirou fundo passando as mãos pelos cabelos suados e disse:
— Princesa é que eu... eu tô cansado, os bois eles...
— EU QUERO QUE OS BOIS SE EXPLODAM! EU QUERO TRANSAR TAYLOR, É ISSO QUE EU QUERO!
— Lila, meu amor, seu acalme, o bebê ... — tentou explicar, gesticulando, mas ela levantou a mão, mandando ele calar.
— GRAVIDEZ NÃO É IMPECILHO PARA ISSO! — rebateu, furiosa, virando-se de novo de lado, o cobertor subindo até o pescoço. --- SEXO AJUDA NO PARTO SEU IDIOTA!
Ele passou a mão no rosto, exasperado, e suspirou como quem carrega o peso do mundo — ou da própria sorte.

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