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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 259

As semanas seguintes à chegada das avós foram um verdadeiro vendaval de emoções, risadas e… caos organizado. A fazenda, antes um refúgio de paz e rotina, agora pulsava com vozes, idéias, tecidos e perfumes de flores recém-chegadas.

Na sala principal, o grande salão parecia uma mistura de boutique e ateliê de sonhos: amostras de rendas espalhadas pelas cadeiras, revistas de casamento abertas em páginas dobradas, caixas de convites, tecidos brancos e fitas penduradas no encosto dos sofás.

No meio da confusão elegante, Isabella e Sophia estavam radiantes, uma com lápis e prancheta na mão, a outra com um copo de chá e um olhar crítico de quem planejava cada detalhe como uma general em campo de batalha.

— Eu ainda não acredito que vai ser um casamento duplo! — exclamou Isabella, abrindo mais uma revista sobre a mesa já coberta de catálogos. — Dois casamentos, uma fazenda e quatro pessoas com opiniões diferentes. Isso é um milagre ou uma receita para guerra civil?

Sophia gargalhou, inclinando-se para olhar uma amostra de tule.

— É um sonho, Bella! Pensa bem: dois amores, uma celebração só. Vai ser inesquecível! Um final de semana inteiro de festa, amor e comida boa. Que pode dar errado?

Do outro lado da sala, James e Gabriel trocavam um olhar de cumplicidade e resignação. Eles já sabiam que, naquele território dominado por mulheres, eram apenas figurantes ocasionais.

— Nós fomos consultados oficialmente ou já estamos na fase de “apenas assinar o cheque”? — perguntou James, arqueando uma sobrancelha e cruzando os braços.

Gabriel suspirou, com o ar de quem já aceitara o próprio destino.

— Meu caro, casamos no dia em que dissemos “sim” pela primeira vez. Desde então, nossa função é sorrir, pagar e fingir que temos opinião.

As duas mulheres riram tão alto que o som ecoou até a varanda.

— Vocês reclamam, mas adoram ver a gente feliz! — retrucou Isabella, lançando um olhar provocante para o marido.

Gabriel pegou a mão dela e respondeu num tom doce e teatral:

— Adoro mesmo. Principalmente quando você me faz gastar o equivalente a um pequeno país em flores importadas.

— Exagerado! — ela rebateu, rindo. — São só cento e vinte arranjos para o jantar de sábado.

— Ah, claro, — murmurou James, sarcástico. — Uma coisa modesta.

A mesa à frente deles parecia uma exposição: catálogos abertos, tecidos coloridos, convites semi-prontos, amostras de bolo, fitas e miniaturas de mesas decoradas.

Sophia levantou um dos croquis e anunciou, entusiasmada:

— O tema será “ O amor surge de onde menos esperamos.”

James inclinou-se para Gabriel, num sussurro conspiratório:

— Isso soa perigosamente poético.

— Perigoso mesmo é contrariar duas noivas, e uma delas está grávida. — respondeu Gabriel, erguendo o copo de vinho como quem brinda à própria sobrevivência. — Meu amigo, isso sim é brincar com o destino.

As risadas voltaram, e logo a sala inteira se encheu de vozes femininas decidindo sobre cores e flores.

— Lila quer algo simples e elegante — explicou Isabella, folheando um catálogo. — Flores do campo, violino ao vivo e nada muito exagerado.

— E Catarina pediu um pôr do sol cinematográfico, — completou Sophia, animada. — Com velas suspensas, cordões de luz e uma mesa comunitária ao ar livre.

— Perfeito, — suspirou Isabella. — Um dia rústico e outro romântico. Dois estilos, o mesmo amor.

James fingiu anotar num bloco imaginário.

— Anotado: dois casamentos, um orçamento multiplicado por quatro.

As mulheres ignoraram solenemente o comentário.

Mas foi quando Magnólia e Fiorella entraram na sala que o caos ganhou outro nível.

Ambas vestidas impecavelmente, Fiorella de tailleur branco-pérola e Magnólia de vestido floral de seda, entraram como quem chega a um tapete vermelho.

— Minhas meninas, esse salão parece uma loja de casamento em liquidação! — exclamou Fiorella, abrindo os braços. — Adoro!

Magnólia foi direto ao ponto.

Fiorella, satisfeita, pegou uma amostra de guardanapo de renda.

— Viu, homens? Usem o tempo de vocês para algo mais útil. Por exemplo, carregar caixas ou abrir o espumante.

— Ou elogiar as noivas, — acrescentou Magnólia, piscando. — Isso, sim, é função de homem bem-criado.

Lila, que entrava na sala naquele momento com um prato de biscoitos, não conseguiu conter a risada.

— Acho que nossas avós têm razão, Taylor e Maurício deviam fugir enquanto podem.

— Fugir? — riu Catarina, logo atrás dela. — Eles estão é presos pro resto da vida, cunhadinha.

As risadas tomaram a sala. O ambiente parecia mais uma cena de filme: avós elegantes, mães dominando o planejamento, pais rendidos e noivas que mal conseguiam conter o riso.

Quando o sol começou a se pôr, tingindo as paredes de dourado, James e Gabriel se levantaram ao mesmo tempo, exaustos e vencidos.

— Vamos pra varanda, meu caro, — disse Gabriel. — Talvez lá fora ainda haja alguma autoridade masculina intacta.

— Duvido, — respondeu James. — Mas pelo menos tem silêncio e vinho.

Enquanto os dois se afastavam, as mulheres continuavam a debater apaixonadamente sobre flores, luzes e cor de guardanapos.

James e Gabriel, da varanda, se entreolharam, rendidos ao cenário e à sinfonia de vozes que vinham da sala.

— Meu amigo, — murmurou James, com um sorriso cansado e sereno, — acho que estamos presenciando a definição de felicidade.

Gabriel brindou com o copo de vinho, olhando para o céu que se tingia de violeta.

— É… e, de quebra, sobrevivendo a ela.

As duas risadas masculinas se misturaram às vozes femininas, suaves e alegres, até que o sol se despediu de vez atrás das colinas. E, naquele instante, a fazenda parecia respirar junto deles viva, dourada e repleta de amor em dobro.

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