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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 258

O sol do fim de tarde pintava o céu em tons de ouro e cobre quando o carro preto parou diante da varanda principal da fazenda. O calor da terra subia em ondas suaves, e o ar trazia aquele cheiro inconfundível de grama cortada, leite fresco e saudade boa.

Lila estava sentada nos degraus da varanda, com as pernas cruzadas, o short jeans curto mostrando o brilho dourado da pele que o sol insistia em beijar. A camisa de malha branca, leve e simples, caía sobre o corpo com um charme despretensioso. O cabelo, preso num rabo de cavalo alto, deixava o rosto limpo, iluminado, e o sorriso calmo que ela trazia parecia conversar com o fim de tarde.

Ao lado dela, Catarina estava recostada na cadeira de balanço, igualmente à vontade. Usava também um short jeans desfiado, uma blusa de algodão bege e óculos escuros que pendiam preguiçosamente na ponta do nariz. As duas riam de alguma piada antiga, dividindo um copo de limonada e a serenidade de quem já tinha encontrado seu lugar no mundo.

Mas a paz durou pouco e, francamente, nunca dura quando Magnólia e Fiorella estão por perto.

— Meu Deus do céu! — exclamou Fiorella assim que desceu do carro, equilibrando-se num salto bloco caramelo e num lenço de seda amarrado ao pescoço com um nó preciso. — Essa fazenda é mesmo o paraíso! Até o ar daqui tem cheiro de poesia!

— Poesia, o escambau! — retrucou Magnólia, tentando segurar uma cesta de vime e três sacolas de grife. — Ajuda com as malas, Fiorella! Eu tô a um passo de largar tudo e morar nesse banco da entrada!

Lila se levantou num pulo, já rindo.

— Por Deus, olha só essa menina ! — exclamou, Magnólia encarando Lila com os olhos brilhando.

Em segundos, Lila foi engolida por dois braços firmes, cheios de perfume caro, lavanda e memórias de infância.

— Olha só pra você, minha flor! — disse Fiorella, apertando-lhe o rosto entre as mãos finas e elegantes, com as unhas pintadas de vermelho rubi. — Tá com brilho de mulher feliz… e olha esse brilho nos olhos! Minha princesa, esse ar no campo te faz muito bem.

— Ar da fazenda, ou o meu neto? — completou Magnólia com um olhar malicioso.

— Vovó! — disse Catarina descendo as escadas e abraçando a matriarca.

— Minha neta querida! Nossa como está linda, estou tão feliz porque o seu peão bonitão finalmente ter criado coragem. Eu estava a ponto de ter uma conversinha séria com ele.

— Mas não precisou Magnólia, graças a Deus! E você Lila, mamãe, ainda não consigo acreditar!

— Pois é vovó… — Lila acariciou o ventre com ternura.

Fiorella fungou, com aquele jeito teatral que só ela tinha.

— Ah se eu tivesse trinta anos a menos…

— Deixa de falar bobagem mulher, ontem mesmo você estava no quarto daquele capitão gostosão.

Lila arregalou os olhos e corou, já Catarina gargalhou alto e se aproximou ainda mais das duas dizendo:

— Vocês não mudam nunca, né?

— Mudamos sim, querida — respondeu Fiorella, ajeitando os óculos de armação dourada. — Agora estamos mais sentimentais.

— Principalmente depois desses quinze dias de muiito amor em pleno alto mar.

As duas senhoras riram em coro, e antes que Lila respondesse, a voz grave e calorosa de Taylor surgiu vindo do caminho de cascalho.

Ele vinha do celeiro, com o corpo desenhado sob a camisa azul clara de algodão e o jeans escuro gasto de tanto uso. O sol acentuava os contornos do rosto e o brilho dourado nos cabelos. Assim que o viu, Magnólia soltou um grito digno de novela.

— Olha o meu neto preferido!

— O homem mais bonito deste hemisfério! — completou Fiorella, abanando o rosto com um lenço.

Taylor deu uma risada curta, com o olhar cheio de ternura, e abraçou as duas ao mesmo tempo, cercado de cheiro de perfume francês e emoção de família.

— Sejam bem-vindas, vovós. — disse com aquele sorriso que desarmava qualquer um. — A fazenda é de vocês.

— A fazenda é da Lila agora, querido! — corrigiu Magnólia, piscando para ele. — Você é só o cowboy mais sortudo desse estado!

As risadas explodiram pela varanda.

Maurício surgiu no meio da confusão surgiu Maurício com o jeans ajustado no corpo e o sorriso meio encabulado.

Ele trazia uma pilha de caixas nos braços e, quando percebeu as duas senhoras elegantes o fitando com interesse, parou no meio do caminho, sem saber se sorria ou pedia licença.

Magnólia inclinou levemente a cabeça, e um brilho malicioso atravessou os olhos claros.

— Finalmente! — exclamou, pousando as mãos na cintura. — Finalmente esse peão criou coragem pra pedir a mão da minha neta!

Maurício ficou rubro num instante.

— D-dona Magnólia… eu… — começou, sem saber se ria ou se cavava um buraco pra sumir.

Fiorella, no entanto, foi ainda mais rápida. Ela ergueu o queixo com elegância, o lenço de seda balançando na brisa, e percorreu o peão de cima a baixo com um olhar de especialista. O sorriso dela era puro charme napolitano.

— Ora, ora… — disse, saboreando as palavras. — As nossas netas têm mesmo muito bom gosto. E, pelo que vejo, estão muito bem servidas.

Lila, que até então tentava disfarçar o riso, corou na mesma hora.

— Se puxar a mãe, já vai nascer mandando em mim.

— E você vai adorar — respondeu ela, sorrindo, encostando a testa na dele.

— Maurício, meu querido, quando é que vai fazer um filho na minha neta? — perguntou Magnólia, com a maior naturalidade do mundo, cruzando as pernas e apoiando o queixo na mão.

O silêncio que se seguiu durou exatamente meio segundo, o suficiente para que todo mundo visse Maurício engasgar com o suco de laranja. Ele tossiu, com os olhos marejados, batendo no peito com a mão enquanto Catarina tentava, entre risos, dar tapinhas nas costas dele.

— Vovó! — gritou Catarina, rindo tanto que mal conseguia falar. — A senhora quer matar o homem engasgado antes de realizar o desejo?

Fiorella, claro, achou tudo um espetáculo.

— Ora, Magnólia, você não perde tempo! — disse, abanando o rosto com o lenço de seda. — Mas confesso que tô curiosa pra saber a resposta!

Maurício ainda tossia, o rosto vermelho como um tomate.

— D-dona Magnólia… — conseguiu dizer por fim, entre uma golfada e outra. — Eu… hã… a gente… ainda vai casar.

— Ainda vai casar… — repetiu Magnólia, fingindo indignação. — Mas vocês já transam a bastante tempo, não é mesmo?

Mauricio arregalou os olhos e corou, já Catarina gargalhou, segurando a mão do noivo.

— Calma, vó. A gente ainda tá treinando… — disse, piscando com malícia.

Lila riu alto, encostando-se em Taylor, que também gargalhava.

— Magnólia, a senhora é impossível! — disse Lila, limpando as lágrimas de tanto rir.

Magnólia deu de ombros, teatral.

— Querida, a vida é curta demais pra deixar os bons genes se perderem!

Taylor levantou o copo num brinde improvisado.

— Então vamos povoar o mundo!

As gargalhadas ecoaram pela varanda inteira. Catarina ria até perder o fôlego, Maurício escondia o rosto nas mãos, e as duas senhoras trocavam olhares cúmplices, encantadas com o caos que tinham causado.

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