Helena parou junto ao guarda-corpo, fechou os olhos e respirou fundo.
A sensação era muito boa.
Matheus também caminhou até o lado dela e olhou para o lago ao longe, sem dizer nada.
A Sra. Cecília riu ao lado deles:
— Planejávamos fazer um jardim neste terraço. Daria para tomar chá e conversar aqui nas noites de verão. Mas a casa está vazia agora, então não cuidamos muito disso.
Ela apontou para o quartinho ao lado:
— Aquele quarto pode servir de despensa, de academia, ou vocês podem transformá-lo num pequeno escritório.
Matheus foi até lá, abriu a porta e deu uma olhada.
O quartinho tinha cerca de dez metros quadrados, com uma janela e boa iluminação e ventilação.
As paredes estavam limpas e o chão tinha piso de madeira; realmente daria para usar de várias formas.
— E o porão? — perguntou Matheus.
— O porão fica no primeiro andar, venham comigo. — A Sra. Cecília os levou para baixo.
A entrada do porão ficava ao lado da escada do primeiro andar, com uma porta.
Abrindo a porta e descendo os degraus, chegava-se ao porão.
O porão não era pequeno, parecia ter uns oitenta metros quadrados. O pédireito passava de dois metros e meio, então não passava uma sensação opressiva.
O chão tinha piso frio, as paredes receberam tinta impermeabilizante e o teto tinha algumas luzes embutidas. A iluminação era farta.
Havia um cheiro leve de umidade no ar, mas nada preocupante.
Matheus se abaixou e olhou atentamente para os cantos e para o chão.
Não havia manchas evidentes de água nem sinais de mofo.

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