Matheus assentiu:
— Certo.
...
Naquela mesma noite, Matheus enviou uma mensagem para a Sra. Cecília.
"Sra. Cecília, a Helena e eu gostamos muito da casa. Nossa oferta inicial é de 9,2 milhões. Queremos comprar para morar. Se achar que dá para negociar, estamos à disposição para sentar e conversar."
Depois que a mensagem foi enviada, a Sra. Cecília não respondeu imediatamente.
Isso já era esperado.
Nenhum vendedor aceitaria logo de cara uma oferta 1,6 milhão mais baixa.
...
Na manhã seguinte, a Sra. Cecília respondeu.
"Matheus, eu entendo a intenção de vocês. Mas 9,2 milhões é muito baixo, não cobre nem o custo da compra e da reforma na época. O mínimo seria 10,5 milhões."
10,5 milhões.
Trezentos mil a menos do que o valor pedido.
Essa era a primeira contraproposta da Sra. Cecília.
Helena leu a mensagem e já sabia o que aquilo significava.
10,5 milhões não era o preço final.
Ela só estava testando o limite deles.
— Não precisa ter pressa para responder — disse Matheus. — Vamos deixar passar uns dois dias.
Helena concordou.
Negociar uma casa era igual a uma negociação comercial.
Quem demonstrar muita pressa na negociação costuma sair em desvantagem.
Eles não tinham pressa.
...
Durante aqueles dois dias, Matheus foi trabalhar normalmente e Helena continuou cuidando das coisas do Estúdio Pouso.
Os dois estavam com a casa na cabeça, mas nenhum tocou no assunto.
Até que, na noite de terça-feira, enquanto assistiam TV no sofá, o celular de Matheus vibrou na mesa.
A tela brilhava com o nome de Gustavo Lima.
O sócio da Summit Capital, também o principal investidor da rodada A da Swift Express.
Matheus olhou as horas; eram oito e meia da noite.
Uma ligação do Sr. Lima àquela hora normalmente não era para jogar conversa fora.
Ele fez um sinal de silêncio, atendeu e colocou no viva-voz.
— Sr. Lima.



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