— Hmpf! — Gonçalo lançou um olhar para Mirela, no canto, soltando um bufo desdenhoso antes de continuar: — Ela é mimada, inconsequente e faz o que quer. Dar ações para ela seria a mesma coisa que entregar o Grupo Medeiros para ser destruído. Seria diferente se as duas irmãs se amassem e se apoiassem, mas não. Ela só sabe atacar a irmã mais velha. Agora é que eu não vou dar ações para ela de jeito nenhum.
O olhar de Filomena revelava a complexidade de seus sentimentos enquanto ponderava a proposta de Gonçalo.
Fátima permanecia quieta no canto, com a postura de boa moça obediente.
As unhas de Mirela se cravavam nas palmas das mãos. A dor era o que a mantinha lúcida e racional. Ela finalmente se pronunciou:
— Eu não concordo com isso.
Gonçalo apenas rebateu:
— Hoje em dia, quem manda na família Medeiros ainda não é você.
— Se você tiver coragem de dar essas ações para ela, eu prometo transformar a vida de vocês em um inferno, todos os dias — ameaçou Mirela, com os olhos vermelhos e a voz carregada de absoluta firmeza. — Vamos ver quem aguenta mais.
A expressão de Gonçalo endureceu ao ouvir a ameaça. Encarando aquele rosto impassível, percebeu que ela era plenamente capaz de cumprir o que dizia.
Gonçalo a fitou com expressão sombria:
— Você só age assim porque sabe que sua mãe e eu sempre te mimamos demais. Mas, se continuar com essa birra sem noção, acha mesmo que vamos continuar aturando?
Ele fez uma pausa e suavizou um pouco o tom de voz:
— A Fátima é sua irmã mais velha. Peça desculpas, admita que errou, e, se vocês duas prometerem conviver em paz daqui para frente, eu também te dou 5% das ações.
Filomena assentiu:
— Sim, dividir igualmente é mais justo. Mirela, peça desculpas à sua irmã. Ela tem bom coração e nunca guardou rancor do que você fez, mas, no fundo, ela fica magoada. Se você mudar de atitude, a gente pode deixar tudo isso para trás.
— Hah!
Mirela soltou uma risada gelada. Então todo aquele teatro era só para forçá-la a baixar a cabeça para Fátima?
Desde o momento em que descobrira a verdadeira face de Fátima, ela jamais tinha se curvado diante da irmã.
Preferia morrer a dar a Fátima esse gostinho de vitória.
— Eu nunca vou pedir desculpas para ela. Se apanhou, foi porque mereceu.
Com o rosto fechado, Gonçalo se dirigiu ao secretário ao lado:
— Traga o contrato.
O rosto de Gonçalo ficou lívido de tanta raiva.
Filomena deu um tapinha no braço dela:
— Como pode falar assim com o seu pai? Peça desculpas agora!
Mas Mirela retrucou:
— É melhor você não se estressar tanto, mãe. Não vai querer passar mal de novo por causa disso.
Filomena sentiu uma pontada de dor na cabeça. Levou as mãos às têmporas, com o rosto extremamente pálido e abatido.
Fátima correu para ampará-la, dizendo com a voz embargada:
— Pai, mãe, por favor, não briguem com a minha irmã por minha causa. Eu não quero ação nenhuma. Só quero que vocês dois fiquem bem, com saúde. Eu já perdi meus pais uma vez. Não suportaria passar por isso de novo.
Depois de ouvir aquilo, Gonçalo olhou para o secretário e ordenou:
— Vá imprimir uma nova cópia do contrato. Leve a Fátima com você para que ela assine imediatamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...