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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 236

— Cof, cof... Eu... eu estou bem... — Joaquim disse com dificuldade, lançando-lhe um olhar e esboçando um sorriso fraco.

No entanto, seu rosto estava encharcado de bebida, os olhos vermelhos, com uma aparência completamente deplorável.

Como ele poderia estar bem?

Mirela sentiu uma raiva avassaladora. Ela levantou a cabeça bruscamente para encarar Leonardo:

— Você enlouqueceu?! Como pôde fazer isso com ele?!

Leonardo estava sentado no sofá, com as longas pernas cruzadas, segurando um copo de cristal elegante. Desde que ela havia entrado, o olhar dele não se desviara dela. Ao ouvir a cobrança e ver a fúria nos olhos de Mirela, ele deu um sorriso de canto e respondeu:

— Foi ele quem quis beber, eu não o forcei a nada.

— Você é um canalha!

Como ele tinha a coragem de dizer que não havia forçado?!

Momentos antes, dois seguranças haviam obrigado Joaquim a beber até quase matá-lo!

Mirela ajudou Joaquim a se acomodar no sofá, entregou-lhe alguns lenços de papel e, em seguida, voltou a encarar Leonardo:

— Se você tem algum problema, resolva comigo. Não envolva pessoas inocentes.

— Resolver com você? Como eu poderia? Meu coração dói só de pensar — Leonardo colocou o copo de lado, falando com uma voz fria e serena. — Além disso, ele não é nada inocente.

Mirela lembrou-se imediatamente das palavras que ele dissera na sala de reuniões da diretoria, e um calafrio percorreu todo o seu corpo.

— Mirela, eu estou bem, não se preocupe... — Joaquim, com a respiração um pouco mais calma, puxou levemente a manga da blusa dela.

Como ela poderia não se preocupar?

Ela disse:

— É melhor você ir ao hospital fazer um exame. Eu vou com você.

Joaquim balançou a cabeça e explicou:

— Eu tenho uma parceria recente com o Grupo Vasconcelos. Um dos meus subordinados cometeu um deslize feio, então eu vim especialmente para pedir desculpas a ele.

— Ouviu isso? Não o forcei a nada. — Leonardo a observava com um olhar profundo e sombrio. — Mirela, venha aqui.

Mirela, no entanto, ignorou a ordem e continuou focada em Joaquim:

— Então, você já terminou de beber?

O olhar de Joaquim recaiu sobre a mesa de centro.

Havia ali mais três garrafas de uma aguardente muito forte.

Leonardo permaneceu em silêncio, mas sua expressão se fechou ainda mais. Uma sombra pesada tomou conta de seu rosto, e a aura ao seu redor tornou-se gélida.

Como se adivinhasse o que ela faria, Joaquim tentou intervir rapidamente:

— Mirela, não faça nenhuma loucura.

Ela virou-se para ele, deu-lhe um pequeno sorriso e disse:

— Me desculpe.

O pedido de desculpas foi extremamente sincero.

Ela o havia arrastado para aquele inferno.

Em seguida, pegou uma das garrafas de aguardente, levou-a aos lábios e começou a virar a bebida.

Leonardo levantou-se num salto, arrancou a garrafa das mãos dela e a arremessou violentamente contra o chão. O vidro se despedaçou, espalhando bebida por todo lado.

— Você enlouqueceu?! Você já está doente, e ainda inventa de beber?! — Leonardo agarrou o pulso dela com força, puxando-a para perto do próprio rosto.

Os cílios de Mirela tremeram levemente enquanto ela perguntava:

— O erro do funcionário dele está perdoado?

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