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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 256

Mirela ficou em silêncio absoluto.

Sua avó realmente pensava muito à frente.

Ela e Leonardo nem tinham se divorciado ainda.

Quanto a começar um novo romance, isso era a última coisa que lhe passava pela cabeça naquele momento.

Um único relacionamento já a tinha deixado exausta física e mentalmente. De onde tiraria forças para começar outro?

Ao chegar em casa, fez companhia a Patricia para assistir a uma novela por um tempo e depois foi tomar banho para dormir.

No meio da madrugada, o toque do celular rompeu o silêncio de repente.

Ainda meio adormecida, ela atendeu sem nem olhar o nome na tela.

— Alô?

— Mirela.

Do outro lado da linha, uma voz rouca e profunda chamou seu nome de um jeito carregado de afeto e apego melancólico.

As sobrancelhas de Mirela se franziram na mesma hora:

— Louco.

E desligou na cara dele.

Mas não demorou muito, e o telefone tocou de novo.

Aquele barulho não a deixava dormir, então ela simplesmente desligou o aparelho.

Enquanto isso, na boate Sublime Club.

As luzes do camarote estavam baixas, e várias garrafas de bebida se acumulavam na mesa. Adilson Barbosa olhava, meio apreensivo, para Leonardo, que segurava o celular com uma expressão perdida.

Ele engoliu em seco e disse:

— Leonardo, já está tarde. Que tal... a gente ir para casa?

Leonardo continuava encarando o telefone. Ao ouvir a mensagem da operadora informando que o aparelho da outra pessoa estava desligado, ele fechou os olhos.

Seu pomo de adão subiu e desceu. Sob a iluminação difusa, a expressão em seu rosto parecia ainda mais encoberta por uma névoa sombria.

Casa?

Que casa ele tinha agora?

Ele largou o celular, pegou uma garrafa e serviu mais bebida.

Com medo de que ele passasse mal de tanto beber, Adilson tentou aconselhá-lo:

— Leonardo, você já bebeu demais. É melhor voltar.

— Me diz uma coisa... — Leonardo olhou para ele e perguntou de forma arrastada: — Se eu beber até ter uma perfuração no estômago igual ao Joaquim Lourenço, será que ela vem me ver?

Adilson ficou em silêncio.

Muito difícil.

Com todo o respeito... Mirela provavelmente preferia que ele desaparecesse do mapa...

Mas ele jamais teria coragem de dizer isso em voz alta.

Seu olhar desviou ligeiramente, e ele tentou sugerir:

— Sim, sou eu. — respondeu Mirela, meio receosa. — Aconteceu alguma coisa?

A pessoa do outro lado da linha explicou:

— Seu marido está aqui na delegacia. Ele disse que não consegue encontrar o caminho de casa. A senhora poderia vir buscá-lo?

Mirela ficou estática.

Mentalmente, xingou até a última geração dele.

Fechando os olhos com força, respondeu:

— Não posso, estou fora da cidade.

E desligou sem mais cerimônia.

Louco!

Aquele homem só podia estar louco!

E tinha perdido completamente a vergonha na cara!

Ir parar numa delegacia com uma desculpa dessas!

Mirela puxou o cobertor até cobrir a cabeça inteira, tomada por uma agitação frustrante.

Na delegacia, o delegado olhava para o homem elegante sentado na cadeira, com o rosto levemente corado de quem tinha bebido demais. Ele pigarreou e disse:

— Senhor Vasconcelos, o que acha de eu pedir uma viatura para levá-lo para casa?

Leonardo não disse uma palavra. Apenas manteve os olhos fixos no chão. A cabeça pendia levemente, e toda a sua postura exalava a aura de alguém... que tinha sido abandonado.

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