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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 255

— Vó, eu tenho dinheiro. — disse Mirela. — A senhora deve ficar com o que é seu.

— Quando você se divorciar, vai precisar de dinheiro para tudo. Ter uma reserva maior vai te dar mais segurança e autonomia. E pronto, não aceito recusa. — Patricia fez uma expressão séria de propósito. — Se você não aceitar, morando sozinha em outra cidade, se me acontecer alguma coisa, sabe-se lá na mão de quem isso tudo vai parar.

— Vira essa boca pra lá! — Mirela bateu o pé no chão, como se afastasse o mau agouro. — Não fala uma coisa dessas.

Patricia deu uma risada:

— Eu já pretendia te dar tudo isso, Mirela. Não recuse. Passando logo para o seu nome, eu também fico mais tranquila.

No fim, Mirela não teve escolha a não ser concordar, sentindo ondas de calor afetuoso inundarem o coração.

Seus próprios pais, para favorecer a filha adotiva, tinham bloqueado seus cartões. Quando precisava de dinheiro, ela tinha de se virar de todas as formas possíveis.

Já a avó não se importava com nada disso; ao ver a situação atual da neta, decidiu simplesmente lhe entregar tudo o que tinha.

Aquele amor envolveu seu coração e foi lavando, aos poucos, toda a amargura e tristeza.

Ao ver que ela tinha aceitado, Patricia pareceu tirar um peso dos ombros e, para surpresa de todos, comeu bastante naquela noite.

Depois do jantar, avó e neta desceram para dar uma volta.

Inesperadamente, encontraram Quinton Carvalho.

Ele passeava pelo parque com um samoieda branco preso à coleira.

Vestia uma calça e uma camiseta de manga curta simples, com um visual bem casual.

— Mirela, quem é esse rapaz?

Mirela o apresentou com um sorriso:

— Esta é a minha avó. Vó, este é o meu amigo, Quinton.

— Muito prazer, senhora.

A expressão de Quinton ficou mais séria, e sua postura, um pouco mais contida, em sinal de respeito.

Patricia sorriu gentilmente:

— Quantos anos você tem, meu jovem?

Quinton ficou um pouco surpreso. Desde que voltara ao Brasil, normalmente os mais velhos que lhe perguntavam a idade queriam lhe arrumar uma namorada...

Seu olhar passou rapidamente por Mirela, que acariciava o cachorro, e ele respondeu:

— Vinte e nove anos.

Patricia assentiu:

— Muito bom, muito bom. É bonito, tem boa postura e ainda tem praticamente a mesma idade da minha Mirela.

Ao ouvir isso, Mirela se apressou em dizer:

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