— Vó, eu tenho dinheiro. — disse Mirela. — A senhora deve ficar com o que é seu.
— Quando você se divorciar, vai precisar de dinheiro para tudo. Ter uma reserva maior vai te dar mais segurança e autonomia. E pronto, não aceito recusa. — Patricia fez uma expressão séria de propósito. — Se você não aceitar, morando sozinha em outra cidade, se me acontecer alguma coisa, sabe-se lá na mão de quem isso tudo vai parar.
— Vira essa boca pra lá! — Mirela bateu o pé no chão, como se afastasse o mau agouro. — Não fala uma coisa dessas.
Patricia deu uma risada:
— Eu já pretendia te dar tudo isso, Mirela. Não recuse. Passando logo para o seu nome, eu também fico mais tranquila.
No fim, Mirela não teve escolha a não ser concordar, sentindo ondas de calor afetuoso inundarem o coração.
Seus próprios pais, para favorecer a filha adotiva, tinham bloqueado seus cartões. Quando precisava de dinheiro, ela tinha de se virar de todas as formas possíveis.
Já a avó não se importava com nada disso; ao ver a situação atual da neta, decidiu simplesmente lhe entregar tudo o que tinha.
Aquele amor envolveu seu coração e foi lavando, aos poucos, toda a amargura e tristeza.
Ao ver que ela tinha aceitado, Patricia pareceu tirar um peso dos ombros e, para surpresa de todos, comeu bastante naquela noite.
Depois do jantar, avó e neta desceram para dar uma volta.
Inesperadamente, encontraram Quinton Carvalho.
Ele passeava pelo parque com um samoieda branco preso à coleira.
Vestia uma calça e uma camiseta de manga curta simples, com um visual bem casual.
— Mirela, quem é esse rapaz?
Mirela o apresentou com um sorriso:
— Esta é a minha avó. Vó, este é o meu amigo, Quinton.
— Muito prazer, senhora.
A expressão de Quinton ficou mais séria, e sua postura, um pouco mais contida, em sinal de respeito.
Patricia sorriu gentilmente:
— Quantos anos você tem, meu jovem?
Quinton ficou um pouco surpreso. Desde que voltara ao Brasil, normalmente os mais velhos que lhe perguntavam a idade queriam lhe arrumar uma namorada...
Seu olhar passou rapidamente por Mirela, que acariciava o cachorro, e ele respondeu:
— Vinte e nove anos.
Patricia assentiu:
— Muito bom, muito bom. É bonito, tem boa postura e ainda tem praticamente a mesma idade da minha Mirela.
Ao ouvir isso, Mirela se apressou em dizer:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...