— Já estou voltando.
Leonardo desligou o telefone e dirigiu direto para a casa da família.
A babá tentava consolar Marcos em seus braços, mas o menino não parava de chorar, e sua voz já estava rouca.
— Buááá, tio Leonardo, eu quero a minha mãe, mamãe, buááá...
Leonardo pegou Marcos no colo, levou-o para o andar de cima e perguntou com voz suave:
— O Marcos já terminou a atividade de hoje?
— T-terminei...
Marcos esfregou os olhos, mas as lágrimas continuavam a cair.
Ele abraçou o pescoço de Leonardo e perguntou:
— Tio Leonardo, quando a minha mãe vai voltar?
Leonardo não respondeu à pergunta. Apenas disse:
— Onde você deixou a atividade? Eu ainda não corrigi.
Marcos ficou tenso na mesma hora. Desceu do colo de Leonardo, foi até sua mesinha de estudos, pegou o caderno e o entregou.
Então o garotinho ficou ali parado, soluçando, sem ousar chorar alto.
Ele ainda estava na educação infantil e não tinha tarefas escolares de verdade, mas Leonardo, para distraí-lo e estimular seu desenvolvimento, sempre preparava algumas atividades.
Se fizesse tudo direitinho, ganhava uma recompensa. Se fizesse malfeito, era punido.
Para o pequeno Marcos, de pouco mais de três anos, ficar de castigo no cantinho era a pior punição possível. Ele tinha muito medo disso, então sempre fazia tudo o que o tio Leonardo mandava.
Leonardo assentiu.
— Muito bem, está ótimo. A recompensa de hoje é que o Marcos pode comer um doce.
Os olhos de Marcos brilharam na hora. Ele pegou a bala, parou de chorar e também parou de chamar pela mãe.
Leonardo brincou pacientemente com ele por um bom tempo, deu-lhe banho e o colocou para dormir.
Observando os traços do menino, tão parecidos com os de Roberto, um brilho de ternura passou pelos olhos de Leonardo.
— Que coração generoso o seu. — Leonardo deu um sorriso de canto. — Então vou mandar você para um orfanato na África. Lá tem muitas crianças sem pais. Você pode ir para lá ser mãe de todas elas. O que acha?
Ao ouvir isso, o rosto da babá empalideceu na hora.
— Sr. Leonardo, e-eu... eu sei que errei. Foi só um momento de confusão. Por favor, me perdoe desta vez, nunca mais faço isso.
Mas Leonardo respondeu:
— Só que o Marcos chorou demais. Ele é tão pequeno... e se ficar doente de tanto chorar? Por isso, eu não vou te perdoar nem te dar outra chance.
Ele chamou os seguranças, que a levaram para fora imediatamente.
Leonardo olhou para as outras e perguntou:
— Mais alguém tem alguma coisa a dizer?
As outras mulheres estavam apavoradas. Sabendo que não deviam se intrometer no que não lhes dizia respeito, responderam rapidamente:
— Não, senhor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...