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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 63

Mirela apertou o celular com força, e um sorriso carregado de ironia surgiu em seus lábios.

Aquela era a “sinceridade” de Teresa.

Como ela tinha aceitado a condição imposta, o trabalho roubado tinha voltado magicamente para suas mãos.

Eles realmente cumpriam a palavra.

Ela respirou fundo e respondeu, com voz cordial:

— Claro, a gente pode se ver amanhã.

— Perfeito, vou ficar aguardando. — O responsável encerrou a ligação.

Mirela passou a mão no rosto. Já que a oportunidade estava voltando para ela, iria aceitar.

Era algo que merecia.

Aquele papel sempre tinha sido dela.

Vendo que ela parara de chorar depois da ligação, Carla perguntou confusa:

— Mirela, o que aconteceu?

Mirela curvou os lábios num sorriso contido e explicou:

— Aquele trabalho que tiraram de mim acabou de voltar.

— Caramba! — Carla exclamou, abraçando-a animada. — Que maravilha! Aquela cobra roubou o seu trabalho, mas deve ter sido cortada porque não tem competência nenhuma. E daí que tem um canalha bancando tudo para ela? Quem não tem talento não consegue segurar o que é dos outros. Que nojo!

Aproveitando o embalo, começou a despejar mais um monte de xingamentos contra Fátima.

— Falou bonito. Se quiser xingar mais, fica à vontade.

— ...

Ao mesmo tempo, Fátima recebia uma ligação. O estúdio informava que ela não era muito adequada para o papel e, como o contrato ainda não tinha sido finalizado, a parceria seria encerrada.

Ela mal podia acreditar no que estava ouvindo. Assim que desligou, discou rapidamente para outro número.

Era o dono do estúdio de dublagem. Ela exigiu uma explicação na hora:

— Os homens do Leonardo já não tinham falado com você? Esse papel era meu. Por que vocês me trocaram do nada?

O dono do estúdio, Raulino Duarte, soltou uma risadinha frouxa antes de responder:

— Olha, a verdade é que essa ordem veio direto da Teresa. Eu sou só dono de uma empresinha pequena. Como é que eu ia ter coragem de peitar a esposa do presidente do Grupo Vasconcelos?

Teresa?

Por fim, Leonardo voltou à mansão da família Vasconcelos e foi direto até a funcionária que limpava o corredor.

Era a mesma empregada que tinha apontado o dedo e acusado Mirela de agressão.

Ao ver Leonardo parar diante dela com aquela expressão sombria, a mulher deu dois passos para trás por instinto.

— S-senhor Leonardo, o... o senhor precisa de alguma coisa?

— Vem cá e me diz. Com qual dos seus olhos você viu a Mirela chutar o Marcos? — Leonardo fez um gesto para que ela se aproximasse.

A empregada perdeu completamente a cor do rosto e continuou recuando.

— Eu... eu não tenho tanta certeza.

— Antonio.

O segurança ao lado avançou na mesma hora, agarrou o colarinho da mulher e a arrastou para fora.

Apavorada, a empregada começou a berrar e a chorar, mas teve a boca tapada à força.

Nos fundos da propriedade da família Vasconcelos havia uma estufa. Antonio a arrastou para dentro e puxou uma faca afiada do cinto.

— Se ela não contar a verdade, corta um dedo dela. — Leonardo continuou na porta, apoiado com tranquilidade no batente, girando distraidamente um isqueiro entre os dedos.

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