A velocidade da pequena caminhonete diminuiu pouco a pouco. Eulália ergueu o olhar e viu a barreira colocada no centro da estrada. Eram pranchas de metal repletas de pregos pontiagudos. E, logo atrás dos obstáculos, havia um pequeno grupo de mercenários, apontando suas armas firmemente na direção deles. Claramente, estiveram os esperando ali por um bom tempo.
Naquele instante, Eulália sentiu o coração despencar.
Afins, quantos mercenários daquele grupo vieram?
Se havia um grupo barrando aquele acesso, não significaria que as outras vias também estavam tomadas?
Sendo assim, como Oliver e os outros poderiam adentrar as termas?
Eulália inspirava fundo sem parar, lutando para manter o mínimo de serenidade. O carro desacelerava sem parar completamente.
— E agora, o que fazemos? — ela perguntou.
O guarda-costas respondeu:
— Duas opções. A primeira: voltar, encontrar um novo esconderijo e aguardar o socorro. A segunda: avançar com tudo e passar por cima deles, porém, com os pneus furados, perderemos o controle do veículo, colocando nossas vidas em perigo real.
Eulália: "..."
Por que não existia uma opção três?
Qualquer um dos cenários era mortal.
O que restava fazer?
Simplesmente desistir assim?
Mas, se estancassem, eles os executariam prontamente ou os sequestrariam, empregando-os como iscas para ameaçar Mirela?
Novamente, nenhum desfecho soava aceitável.
Agarrada ao cinto, a mente de Eulália trabalhava fervorosamente.
— A minha opção é a segunda. Vamos avançar e atropelá-los. — O guarda-costas decretou.
Sem falar nada, a fisionomia dela permanecia contraída. Após debater-se em hesitação por mais um momento, disse:
— Deixe-me fazer uma ligação.
O guarda-costas se assustou levemente.
Eulália ordenou:
Apertando o aparelho com ainda mais força:
— Diga o seu preço, pare de falar bobagens!
— Você é tão agressiva — queixou-se com melancolia simulada. — Estou pensando em uma solução, não é? Você tem que me dar tempo, concorda?
Enquanto ele tagarelava, o som de detonações também emanava dali, provando que o clima de onde ele estava também era de guerra.
Ela cerrou os lábios, calando a resposta provocadora.
Uns cinco segundos se passaram e ele anunciou arrastadamente:
— Vamos incluir a vez passada na conta, cinquenta milhões.
— O quê! — sobressaltou-se. — Como assim cobrar junto com a última vez? O que aconteceu da última vez?
Um riso breve soou:
— Você passou a noite comigo e fugiu, não vai resolver isso? O meu corpo era muito puro. Muitos pagaram para se deitar comigo e eu recusei, só para ser violado por você. Eu não tenho o direito de receber indenização pelo abuso sofrido?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...