— A querida quer tanto assim ver o velho amigo? Então quando o vir, não se anime demais. Se a sua saúde piorar só por causa da emoção de vê-lo, não vou deixá-lo escapar impune.
Ele continuava sorrindo, mas suas palavras davam calafrios!
Carla engoliu em seco, o pavor transparecendo em seus olhos. Ela acenou com a cabeça e disse:
— Eu entendi.
Moreno esfregou sua testa carinhosamente na dela e disse:
— Querida, não tenha medo de mim. Aconteça o que acontecer, eu jamais a machucarei.
Carla fechou os olhos e não respondeu.
Foi então que Moreno a levou para o porão, carregando-a nos braços.
No jardim, ela não sentiu muita diferença, mas assim que entrou no porão, uma aura gélida e úmida parecia emanar de todas as direções.
Instintivamente ela se encolheu. Era um movimento reflexo, mas havia se esquecido de que estava nos braços de Moreno, e, para ele, o gesto significava que ela buscava refúgio no peito dele.
Os olhos dele se iluminaram ainda mais, seu coração completamente derretido!
A sua querida dependia dele!
Ele apertou os braços, puxando-a para mais perto.
Carla notou o humor do homem, ele se excitara repentinamente por algum motivo bizarro.
Os olhos dela focaram adiante, logo chegando à primeira porta. Na última vez que viera, gritara e ouvira apenas uma voz fraca lá de dentro.
A pessoa a chamara de Carla.
Por isso, tinha certeza de que era alguém conhecido.
Neste instante, assistiu aos seguranças abrindo a porta. Eles logo entrariam, e em breve descobririam quem estava confinado ali.
Por algum motivo desconhecido, um pavor cresceu dentro de si, e quis recuar.
O porão, escuro e gelado, fedia a sangue, e mal ousava imaginar a que tipo de tortura quem estivesse lá dentro tinha sido submetido.
Ao lembrar-se de que os dois já haviam se casado um dia, o olhar de Moreno transbordava crueldade.
Ele queria matar.
Aproximando-se passo a passo, o coração de Carla batia mais e mais rápido, até que, logo, Moreno parou diante da porta de uma cela, ainda segurando-a.
A porta era de grades de ferro. Era possível ver o interior, mas antes de identificar quem lá estava, só foi possível ver alguém caído no chão, coberto de sangue. O cheiro de sangue inundava o lugar, e ela engoliu em seco, arregalando os olhos em descrença.
Ela virou a cabeça rapidamente e lançou um olhar furioso para Moreno:
— Por que você fez isso?!
Ela estava incrivelmente indignada, mesmo sem ter conseguido ver o rosto do homem.
Porém, com todo aquele sangue... ele ainda estaria vivo?
Assim que suas palavras saíram da boca, a pessoa que estava estendida no chão, imóvel, ofegou pesadamente e ergueu lentamente a cabeça, olhando em direção à porta.
Carla, num instinto, também olhou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...