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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 864

— A querida quer tanto assim ver o velho amigo? Então quando o vir, não se anime demais. Se a sua saúde piorar só por causa da emoção de vê-lo, não vou deixá-lo escapar impune.

Ele continuava sorrindo, mas suas palavras davam calafrios!

Carla engoliu em seco, o pavor transparecendo em seus olhos. Ela acenou com a cabeça e disse:

— Eu entendi.

Moreno esfregou sua testa carinhosamente na dela e disse:

— Querida, não tenha medo de mim. Aconteça o que acontecer, eu jamais a machucarei.

Carla fechou os olhos e não respondeu.

Foi então que Moreno a levou para o porão, carregando-a nos braços.

No jardim, ela não sentiu muita diferença, mas assim que entrou no porão, uma aura gélida e úmida parecia emanar de todas as direções.

Instintivamente ela se encolheu. Era um movimento reflexo, mas havia se esquecido de que estava nos braços de Moreno, e, para ele, o gesto significava que ela buscava refúgio no peito dele.

Os olhos dele se iluminaram ainda mais, seu coração completamente derretido!

A sua querida dependia dele!

Ele apertou os braços, puxando-a para mais perto.

Carla notou o humor do homem, ele se excitara repentinamente por algum motivo bizarro.

Os olhos dela focaram adiante, logo chegando à primeira porta. Na última vez que viera, gritara e ouvira apenas uma voz fraca lá de dentro.

A pessoa a chamara de Carla.

Por isso, tinha certeza de que era alguém conhecido.

Neste instante, assistiu aos seguranças abrindo a porta. Eles logo entrariam, e em breve descobririam quem estava confinado ali.

Por algum motivo desconhecido, um pavor cresceu dentro de si, e quis recuar.

O porão, escuro e gelado, fedia a sangue, e mal ousava imaginar a que tipo de tortura quem estivesse lá dentro tinha sido submetido.

Ao lembrar-se de que os dois já haviam se casado um dia, o olhar de Moreno transbordava crueldade.

Ele queria matar.

Aproximando-se passo a passo, o coração de Carla batia mais e mais rápido, até que, logo, Moreno parou diante da porta de uma cela, ainda segurando-a.

A porta era de grades de ferro. Era possível ver o interior, mas antes de identificar quem lá estava, só foi possível ver alguém caído no chão, coberto de sangue. O cheiro de sangue inundava o lugar, e ela engoliu em seco, arregalando os olhos em descrença.

Ela virou a cabeça rapidamente e lançou um olhar furioso para Moreno:

— Por que você fez isso?!

Ela estava incrivelmente indignada, mesmo sem ter conseguido ver o rosto do homem.

Porém, com todo aquele sangue... ele ainda estaria vivo?

Assim que suas palavras saíram da boca, a pessoa que estava estendida no chão, imóvel, ofegou pesadamente e ergueu lentamente a cabeça, olhando em direção à porta.

Carla, num instinto, também olhou.

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